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CESAR .
Publicado em: 27 de outubro de 2026
O ecossistema financeiro exige inovação constante, mas, para fintechs estruturadas que precisam ganhar velocidade sem abrir mão da segurança e conformidade, o custo do desenvolvimento de tecnologia própria costuma ser uma barreira. Para reduzir essa pressão sobre o caixa, a parceria EMBRAPII + SEBRAE oferece apoio financeiro não reembolsável capaz de custear até 90% do valor de um projeto de inovação contratado com uma Unidade EMBRAPII.
O programa é voltado a micro e pequenas empresas — enquadramento comum a muitas fintechs em fase de tração e scale-ups — e permite avançar em produtos financeiros proprietários com menos exposição financeira, incentivando a inovação. Continue a leitura para entender como estruturar o planejamento de inovação da sua fintech e acessar esses recursos.
O que é o fomento não reembolsável da EMBRAPII?
O apoio financeiro não reembolsável, gerenciado pela Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) é destinado a viabilizar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) com alto grau de complexidade. Na prática, os valores repassados pelo programa não exigem devolução ao final do projeto, e o formato de apoio tampouco implica a cessão de participação acionária (equity) da sua fintech para o governo ou para os centros de pesquisa executores.
O modelo de fomento tem o diferencial de operar em fluxo contínuo. Isso significa que as fintechs não precisam aguardar a abertura sazonal ou concorrer em editais públicos demorados; a contratação é feita de forma direta junto à Unidade EMBRAPII escolhida. O recurso subsidiado abrange as despesas diretas da pesquisa, o que inclui a alocação de pesquisadores especializados, a utilização de infraestrutura laboratorial avançada e os insumos necessários à execução do escopo aprovado.
A gestão do investimento perante o programa é assumida pela própria Unidade EMBRAPII, que lidera a prestação de contas dos recursos recebidos pelo governo. Cabe à fintech parceira garantir a transparência no acompanhamento das metas técnicas e a comprovação rigorosa da contrapartida pactuada no contrato de desenvolvimento, garantindo segurança jurídica e conformidade para ambas as partes.
Tetos de cobertura da EMBRAPII e a variação conforme o formato de parceiros
O programa pode aportar até 50% do montante total do projeto. As condições para a cobertura do valor restante são negociadas diretamente entre a fintech contratante e a Unidade EMBRAPII, que entra com infraestrutura e corpo técnico, enquanto a organização contratante fica responsável por sua contrapartida financeira ou econômica.
Vale destacar que, em alguns modelos de projeto, a presença de parceiros adicionais pode influenciar a negociação da contrapartida. A formatação de projetos cooperativos ou a entrada de outras instituições de fomento no mesmo arranjo pode ajudar a diluir o esforço financeiro da startup ou fintech, otimizando a distribuição de custos sem criar falsas expectativas de percentuais fixos fora da regra oficial.
Essa estrutura de fomento reduz drasticamente a barreira de custo quando o desafio técnico exige a exploração de algoritmos e tecnologias emergentes para o setor de pagamentos ou core bancário. Iniciar o desenvolvimento de soluções complexas, como as que exploram os impactos da IA generativa no setor financeiro, demanda poder de processamento elevado, profissionais seniores e arquiteturas especializadas.
O subsídio diminui a exposição orçamentária do negócio diante das incertezas tecnológicas típicas da pesquisa aplicada, permitindo que a inovação nos serviços financeiros aconteça de maneira sustentável.
O papel do SEBRAE e como as fontes se somam no caixa
O acesso a essa infraestrutura de P&D ganha atratividade orçamentária para fintechs classificadas como micro e pequenas empresas (com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões) devido à entrada do SEBRAE na composição dos recursos. Enquanto a EMBRAPII pode aportar até 50% do valor total, o SEBRAE pode cobrir até 70% da contrapartida financeira que seria de responsabilidade da empresa. Dessa forma, o apoio financeiro integrado pode alcançar até 90% do valor do projeto de inovação.
A soma de recursos permite financiar frentes essenciais que sustentam a criação e a validação de um produto tecnológico financeiro maduro. O modelo cobre atividades estratégicas que abrangem:
- Desenvolvimento de tecnologia: provas de conceito, validação laboratorial, engenharia técnica e testes de execução em ambientes relevantes para a operação financeira;
- Desenvolvimento de produto: lote piloto, serviços de tecnologia da informação (TIC), design, experiência do usuário (UX) em plataformas financeiras, certificações e modelagem;
- Gestão e segurança: definição de diretrizes de propriedade intelectual (PI) relacionadas à solução desenvolvida e incorporação de boas práticas de segurança e privacidade na arquitetura do software.
Quando a solução se aproxima da implantação, a estruturação técnica exige atenção especial aos desafios de cibersegurança no setor financeiro. O apoio especializado em engenharia, segurança e privacidade oferecido por centros como o CISSA pode ajudar a incorporar requisitos técnicos e boas práticas de dados desde a base do software. A conformidade regulatória plena, porém, deve ser validada pela empresa ou fintech de acordo com as normas do Banco Central aplicáveis ao seu modelo de negócio.
Como avaliar o enquadramento de projetos de tecnologia?
O fomento EMBRAPII + SEBRAE apoia iniciativas estritamente baseadas em inovação, descartando propostas de mera manutenção operacional de TI, compra de licenças prontas ou sustentação de sistemas legados de rotina. A demanda da fintech deve focar na resolução de um problema técnico relevante, que exija experimentação, adaptação tecnológica profunda ou a estruturação de uma nova solução proprietária em software ou hardware para o mercado financeiro.
Como funciona a contratação do apoio financeiro?
O acesso ao fomento caracteriza-se por um fluxo de contratação contínuo e mais ágil do que os modelos baseados em concorrências públicas e editais tradicionais. O processo envolve etapas claras e estruturadas:
- Mapeamento do desafio: a fintech define o escopo do projeto, o nível de novidade e a expertise técnica necessária para viabilizar a inovação financeira de forma sustentável;
- Seleção da Unidade EMBRAPII: o negócio busca o centro de pesquisa credenciado que possui competência técnica validada para atuar com a tecnologia requerida no escopo;
- Negociação e escopo: a fintech e a Unidade EMBRAPII avaliam a viabilidade técnica, definem as metas de entrega, o plano de trabalho e as diretrizes de titularidade da propriedade intelectual;
- Formalização e repasse: após o acerto dos termos contratuais e a assinatura entre as partes, os recursos são liberados para que o projeto inicie a fase de execução técnica e desenvolvimento.
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Transformar ideias de P&D em soluções financeiras validadas de mercado requer conhecimento profundo em engenharia de software, segurança da informação e validação contínua. Como Unidade EMBRAPII credenciada, o CESAR atua como parceiro estratégico na estruturação tecnológica e na execução de projetos de fomento, apoiando a construção de produtos robustos e alinhados às necessidades de expansão das fintechs estruturadas e startups do setor financeiro.
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Referências
EMBRAPII. SEBRAE e EMBRAPII: Parceria para a inovação nas micro e pequenas empresas. Brasília, DF: EMBRAPII, 2026. Disponível em: https://embrapii.org.br/sebrae/. Acesso em: 29 set. 2026.
PWC; ABCD. Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025. São Paulo: PwC Brasil, 2025. Disponível em: https://www.pwc.com.br/pt/estudos/setores-atividade/financeiro/2025/pesquisa-fintechs-de-credito-digital-2025.html. Acesso em: 29 set. 2026.

