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31 de Janeiro, 2022

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A quinta geração de internet no Brasil e no mundo

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O 5G é uma tecnologia desenvolvida para suceder o 4G em serviços móveis. Um dos seus principais benefícios é o aumento da velocidade de conexão à internet, permitindo um consumo de serviços mais complexos com menos dificuldade como: as transferências de arquivos, comunicação em tempo real, o consumo de vídeo e áudio em tempo real (streaming) e jogos eletrônicos (principalmente os e-sports).

Ela também permite mais dispositivos conectados (densidade), o que está se tornando necessário diante do crescimento da IoT ou “Internet das Coisas”, aumentando a quantidade de comunicação máquina com máquina, fator que beneficiará e trará oportunidades para diversos setores do mercado. 

O tempo de resposta da conexão (latência) diminui, melhorando e contribuindo para que os dispositivos móveis tenham uma conexão que permita aplicações em tempo real ou que demandem trocas de informação de forma rápida.

A promessa do 5G se baseia no tripé alta velocidade, alta densidade de conexões e baixa latência. Muita ênfase tem sido dada ao aspecto da velocidade, mas existe toda uma gama de aplicações que só se tornarão possíveis por conta do aumento significativo da densidade de conexões e da grande redução da latência, muitas das quais nem dependem de alta velocidade. Exemplos típicos são aplicações como redes de sensores e controle de processos físicos e químicos (IoT Industrial). Fábio Maia, consultor em tecnologia do CESAR 

É graças a essas suas principais mudanças que o 5G poderá ser utilizado tanto em smartphones através da rede móvel quanto em objetos conectados de qualquer indústria. Confira abaixo como o 5G está no mundo e o seu plano de entrada para o Brasil.

5G no mundo

Dados divulgados pela Omdia, líder global em pesquisa na área de tecnologia, afirmam que mesmo com o impacto causado pela disseminação da COVID-19, mais de 236 milhões de pessoas terminaram o ano de 2020 com acesso ao 5G. 

Os países que estão liderando o uso do 5G são China, Estados Unidos e Coréia do Sul, com a maior adoção da tecnologia em sua população. A estimativa é de que esse número chegue a 1,8 bilhão até 2025. 

Em relatório divulgado pela OpenSignal em 2020, alguns países como Austrália, Alemanha, Arábia Saudita, Reino Unido e Estados Unidos já consomem mais dados via 5G do que via 4G.

Ao final do terceiro semestre de 2021, em outra pesquisa divulgada pela Omdia, os dados mostram que o número de acessos à nova tecnologia no mundo foi de mais de 438 milhões, e era esperado finalizar o ano com mais de 540 milhões de acessos em todo o mundo. é esperado que as assinaturas 5G se tornem o padrão agora em 2022. 

No Brasil, de acordo com o jornal Gazeta do Povo, a expectativa é de que as primeiras redes de 5G “puro” comecem a funcionar até o dia 31 de julho de 2022 em todas as capitais e também no distrito federal. 

Com a chegada do 5G em diversos lugares no mundo, inclusive no Brasil, ajuda a promover o desenvolvimento social, porque leva maior acesso à conectividade e consequentemente as pessoas passam a ter um maior alcance aos serviços que normalmente não estão disponíveis em determinados locais por causa da falta de acesso à internet. Para entender a importância do 5G e como ela pode ser um catalisador de mudanças sociais, leia o artigo 5G impulsionando os pilares do ESG

Plano de entrada do 5G no Brasil 

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a implementação do 5G no Brasil já está em andamento. Em fevereiro de 2021, a agência aprovou o edital do leilão 5G, onde serão licitadas as radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, que possibilitarão às operadoras telefônicas expandirem suas redes.


Em março do mesmo ano, o edital foi encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).  O leilão foi finalizado em novembro de 2021, e foi consumado com sucesso pelo Ministério das Comunicações (MCom) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foram arrematadas 85% das faixas de radiofrequência disponibilizadas e o saldo foi de R$47,2 bilhões movimentados e as principais operadoras focaram em blocos de frequência de transmissão regional do 5G.

De acordo com a Anatel, o 5G no Brasil terá três principais modos de uso:

  • Banda Larga Móvel avançada: focada no usuário comum, esta modalidade trará altas velocidades de download e upload;
  • Controle de Missão Crítica: com foco na baixa latência e na alta confiabilidade, esta modalidade será voltada para aplicações sensíveis a atrasos e erros, como as utilizadas na indústria e na área da saúde;
  • Internet das Coisas Massiva: esta mobilidade irá contemplar os dispositivos IoT e terá grande cobertura e baixo consumo de bateria.

Investimento estrangeiro para a entrada do 5G no Brasil

Em outubro de 2020, segundo o jornal Correio Braziliense, os Estados Unidos sinalizaram que poderiam financiar a implementação da tecnologia 5G no Brasil. Este financiamento faz parte de um pacote de acordos, que seria o primeiro passo para a criação de uma área de livre comércio entre EUA e Brasil. 

Caso o financiamento avance, os Estados Unidos poderão disponibilizar US$ 195 bilhões para a modernização do sistema de telecomunicações brasileiro. Com isso, o montante serviria para subsidiar a modernização de infraestrutura pública, instalação de pontos gratuitos de Wi-Fi e auxílio às pequenas e médias empresas.

O valor anteriormente mencionado viria do Banco de Importação e Exportação, que disponibilizaria US$ 135 bilhões, e da Corporação Financeira dos EUA (DFC) para o Desenvolvimento Internacional, que entraria com US$ 60 bilhões. Este dinheiro fomentaria o financiamento e aquisição de equipamentos e tecnologia. Ainda de acordo com o Correio Braziliense, até outubro de 2020, o DFC já tinha investido cerca de US$ 2 bilhões na implementação do 5G no Brasil. 

Para entender mais sobre o leilão do 5G no Brasil e as expectativas dessa tecnologia para o mercado corporativo baixe o nosso e-book 5G: Um panorama das oportunidades para o mercado de inovação

 

 

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