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Publicado em: 28 de maio de 2026

Negócios


RUMPI: Venture building, dados e tecnologia para organizar um mercado historicamente fragmentado

fundadores da Atabaque e Rumpi, startup de entretenimento

Durante muito tempo, artistas independentes precisaram lidar sozinhos com uma operação tanto criativa, quanto complexa. Receitas distribuídas em diferentes plataformas, contratos descentralizados, dados espalhados entre streamings, distribuidoras e editoras, além de pouca transparência sobre performance e repasses financeiros.

Na prática, entender a própria carreira exigia que músicos e selos dominassem áreas que vão muito além da criação artística.

Foi observando esse cenário de perto que a Atabaque identificou uma oportunidade: construir uma plataforma capaz de organizar, integrar e transformar essas informações em algo realmente útil para quem vive da música.

Mas havia um desafio importante no caminho: A ideia existia, a dor de mercado também, mas o que ainda precisava ser construído era tecnologia capaz de transformar essa visão em um produto escalável. Foi nesse contexto que começou a parceria com o CESAR.

Um problema estrutural no mercado da música independente

A Atabaque já atuava próxima ao mercado musical, oferecendo serviços para artistas e selos independentes. Isso permitiu enxergar uma dificuldade recorrente: a ausência de organização e visibilidade sobre dados estratégicos da carreira artística.

Segundo os founders da startup, o artista independente normalmente precisa navegar por múltiplas plataformas, contratos, relatórios financeiros e canais de receita para conseguir entender o básico sobre sua própria operação. E mesmo assim, muitas vezes as informações permanecem fragmentadas.

O Rumpi surgiu justamente para enfrentar esse cenário. A proposta da plataforma era centralizar informações de performance, contratos, royalties, catálogo e receitas em um único ambiente, simplificando o acesso aos dados e permitindo que artistas e selos ganhassem mais autonomia sobre suas carreiras.

Além de que criar uma ferramenta operacional, a ambição também era ajudar a profissionalizar um mercado historicamente pouco estruturado do ponto de vista tecnológico.

Da ideia ao produto: O papel do tech venture building na evolução da startup

Quando a Atabaque iniciou o projeto, a startup ainda tinha uma estrutura muito mais próxima de uma operação de serviços do que de uma empresa de tecnologia. Foi aí que a atuação do CESAR ultrapassou o desenvolvimento técnico tradicional.

Ao longo da parceria, o trabalho envolveu:

  • definição de prioridades de produto
  • estruturação tecnológica da solução
  • construção gradual do MVP
  • apoio estratégico ao negócio
  • desenho da experiência do usuário
  • evolução da arquitetura para escala

A lógica foi construída em ciclos contínuos de aprendizado, experimentação e refinamento.Renata Sellaro, Gerente de Projetos do CESAR

“O CESAR foi absolutamente fundamental. A gente era uma agência de marketing musical e não tinha a expertise necessária para transformar isso em um produto escalável.”, destacou Odilon Borges, founder da Atabaque.

Segundo Renata Sellaro, gerente de projetos do CESAR, o projeto se tornou também um exemplo de como o modelo de tech venture building permite combinar competências complementares:

“Podemos ter pessoas geniais em seus segmentos, e que não precisam entender de tecnologia, porque possuem parceiros que tocam essa parte por eles, esse foi o papel do CESAR. A inovação aberta é isso: somar forças no topo.”

Construindo uma plataforma baseada em dados

A evolução do Rumpi trouxe desafios que iam além da interface da plataforma. Um dos principais pontos críticos do projeto foi a integração de dados vindos de diferentes players do mercado musical, como streamings, distribuidoras e plataformas terceiras.

Além da diversidade de fontes, havia outro fator importante: essas plataformas operam com regras, formatos e níveis de abertura diferentes, o que exige constante adaptação tecnológica.

Ao longo da evolução do produto, o CESAR ajudou a estruturar:

  • fluxos de governança e permissões
  • integração entre diferentes fontes de dados
  • mecanismos para cruzamento de royalties e catálogo
  • estrutura mais robusta de cloud e processamento
  • organização das informações financeiras e analíticas

O projeto também evoluiu funcionalmente ao longo das descobertas feitas em uso real.

Uma das mudanças mais importantes foi a ampliação da solução para atender não apenas artistas individuais, mas também selos musicais, um movimento que ajudou a reposicionar o Rumpi de MVP para uma plataforma com perfil mais consolidado de produto.

Mais autonomia para artistas e selos

Na prática, a proposta do Rumpi é reduzir a complexidade operacional enfrentada por artistas. Ao integrar múltiplas funções em um único ambiente, a plataforma permite que músicos e selos tenham acesso mais simples a:

  • dados de performance
  • relatórios financeiros
  • informações de royalties
  • organização de catálogo e ativos
  • Pagamentos e recebimento de terceiros

Segundo os founders da Atabaque, isso ajuda artistas a gastarem menos tempo tentando interpretar sistemas dispersos e mais tempo focando em produção, estratégia e criação.

Outro diferencial importante é a confiabilidade da informação: A startup realizou benchmarking com dezenas de ferramentas do mercado para entender como consolidar funcionalidades que normalmente aparecem de forma fragmentada em diferentes soluções. O objetivo não era apenas organizar dados, mas criar uma nova camada de transparência e profissionalização para o ecossistema da música independente. 

O lançamento da plataforma também ganhou repercussão em veículos nacionais ao abordar como tecnologia e dados podem apoiar uma nova lógica de gestão para artistas independentes.

Veja o depoimento dos sócio-fundadores sobre a parceria com o CESAR:

A evolução do Rumpi e a proposta da plataforma também foram destaque em veículos especializados e de grande alcance nacional:

Venture building como estratégia para acelerar inovação

A trajetória do Rumpi mostra como startups com forte conhecimento de mercado podem acelerar sua evolução quando conseguem combinar visão de negócio com capacidade tecnológica.

No caso da Atabaque, a parceria com o CESAR permitiu transformar uma ideia validada no mercado em um produto digital preparado para crescer e evoluir junto às necessidades do setor musical.

O projeto foi muito além do desenvolvimento de software, passando a envolver:

  • construção de produto
  • apoio estratégico
  • amadurecimento tecnológico
  • experimentação contínua
  • preparação para escala

Uma abordagem que reforça o papel do tech venture building como mecanismo para transformar conhecimento de mercado em soluções digitais sustentáveis e de impacto.

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