2 min para ler
CESAR .
Publicado em: 05 de setembro de 2016
Tecnologia
O que falta na internet para as coisas?

Tiago Barros Consultor em Sistemas Embarcados e Lider do Grupo de Pesquisa em IoT do CESAR
Existem iniciativas para padronização dos protocolos de IoT, mas no curto-médio prazo diversos padrões de protocolos irão coexistir. Plataformas que implementam alguns desses padrões estão aparecendo e sendo utilizadas para o desenvolvimento de soluções em IoT.
A evolução tecnológica, com mais poder de processamento e comunicação a custos cada vez mais baixos, está habilitando a conexão de coisas à internet. Pesquisas apontam 25 bilhões de dispositivos conectados à internet em 2020, movimentando trilhões de dólares. Grandes empresas estão com iniciativas de IoT e, em 2015, as principais conferências de tecnologia e inovação também tinham este assunto como tema. Diante deste cenário, por que ainda não temos todas as coisas da nossa casa, conectadas à internet?
Transformar uma coisa em conectada é uma tarefa complexa. Significa desenvolver hardware com sensores, atuadores e conectividade sem fio e embarcar este hardware em algo físico. Como há necessidades diversas para comunicação sem fio, em termos de taxa de transmissão, alcance, consumo de energia e custo, são usados vários protocolos de comunicação. Depois de embarcar conectividade é preciso transmitir dados e armazená-los em nuvem para desenvolver aplicações que vão acessar esses dados e controlar os dispositivos. Uma solução de Internet das Coisas envolve diversas áreas da ciência da computação, desde sistemas embarcados e protocolos de comunicação até cloud computing e aplicações móveis, passando por big data, análise de dados e inteligência artificial.
Por causa desta complexidade, existem várias iniciativas para criar plataformas que facilitem o desenvolvimento de soluções de IoT e permitam a interoperabilidade das soluções.
Arquiteturas das plataformas para a Internet das Coisas
Dado este contexto, pode-se dizer que as plataformas de IoT vão passar por três arquiteturas evolutivas:
Arquitetura 1.0
Aqui, os dispositivos não estarão conectados à internet de forma direta, pois ainda não terão poder de processamento e conectividade IP suficientemente baratos para serem embarcados em coisas simples, como uma lâmpada. A estrutura necessária para colocar IP em todas as coisas (IPv6) também não estará instalada.

,
Talvez você goste também

Por que apostar em educação corporativa como vantagem competitiva empresarial?

Tecnologia que antecipa falhas: como manutenção preditiva gera eficiência no setor de óleo e gás?
![[2024] 12 – VISITA A ESCOLA BERNARDO VIEIRA – 4957-2 Parcerias público-privadas](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fwww.cesar.org.br%2Fpainel%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2F2024-12-VISITA-A-ESCOLA-BERNARDO-VIEIRA-4957-2.jpg&w=750&q=75)
Como o investimento social privado pode impulsionar novos modelos de educação?

