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CESAR .
Publicado em: 02 de julho de 2026
Tecnologia
CESAR sedia hub do Exercício Guardião Cibernético 2026, maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul

O CESAR, mais completo centro de inovação e conhecimento do Brasil, foi confirmado como um dos hubs do Exercício Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026), o maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul, em solenidade realizada nesta quinta-feira (02). A escolha reforça o protagonismo da capital pernambucana e do CISSA, Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética operado pelo CESAR, no ecossistema nacional de segurança digital, ampliando a integração entre Forças Armadas, governo, academia e setor produtivo na proteção das infraestruturas críticas do país.
Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, o Guardião Cibernético é realizado anualmente e deve reunir, em 2026, cerca de 240 organizações, entre Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições de ensino e operadores de setores estratégicos como energia, água, telecomunicações e finanças. O exercício acontecerá de 21 a 25 de setembro e simula ataques cibernéticos em larga escala para testar e fortalecer a capacidade de resposta do país diante de ameaças digitais, combinando simulações de gestão de crise para lideranças com treinamentos técnicos práticos para equipes operacionais.
“O CESAR é uma referência aqui na região e é uma forma que as Forças encontraram de estar mais próximas da indústria, dos serviços e do comércio no Nordeste. Nós trouxemos o Exercício Guardião para diversas regiões do país e, aqui em Recife, o CESAR foi uma escolha natural nesse processo de aproximação com os serviços e as indústrias da região”, destaca o General de Divisão Jacy Barbosa Junior, Comandante Cibernético.
Criado para elevar a maturidade e a resiliência cibernética do Brasil, o Guardião Cibernético terá Brasília como sede principal e contará com hubs em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, ampliando a capilaridade das atividades em diferentes regiões do país. Considerado uma das principais ferramentas de integração entre o Ministério da Defesa e o ecossistema de inovação, empresas e instituições que atuam com segurança da informação, o exercício fortalece a cooperação entre os diversos atores responsáveis pela proteção das infraestruturas críticas nacionais.
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A escolha do CESAR para sediar o hub Recife do EGC 2026 não é isolada, mas se dá pelo fato de a instituição operar o CISSA, único Centro de Competência em Cibersegurança credenciado pela Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) no país. O credenciamento foi obtido em 2024 e insere o CESAR em um modelo de atuação criado pela Embrapii para impulsionar conhecimento, inovação e competência em áreas tecnológicas estratégicas para o Brasil, por meio de projetos de pesquisa de ponta (deep science) em PD&I.
O CISSA atua em quatro frentes principais, com pesquisa, capacitação de talentos, aceleração de startups (ventures) e conexão entre empresas, governo e instituições de ensino e pesquisa, em linhas de investigação que vão de Gestão de Identidade e Acesso e Proteção e Privacidade de Dados a Inteligência de Ameaças Cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais da segurança digital. O centro tem entre seus parceiros institucionais o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), além de um conselho consultivo formado por nomes do CESAR, Embrapii, MCTI, Febraban e Google.
“Estar entre os anfitriões participantes do Guardião Cibernético é o reconhecimento de um trabalho que o CESAR vem construindo e um marco para o CISSA. Coloca Recife no centro de um dos maiores exercícios de defesa cibernética do mundo e reforça o papel do CISSA nesse campo”, afirma Georgia Barbosa, gerente executiva do CISSA.
O acordo entre o Exército Brasileiro e o CESAR ganha ainda mais relevância em um momento em que ataques a infraestruturas críticas como energia, água, telecomunicações, sistema financeiro crescem em frequência e sofisticação no mundo todo. A combinação entre a capacidade de coordenação e inteligência das forças armadas e a expertise técnica e científica do CISSA em pesquisa e inovação em cibersegurança amplia a capacidade do país de antecipar, simular e responder a esses cenários, ao mesmo tempo em que fortalece a formação de talentos e a geração de conhecimento aplicado na área.
