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Publicado em: 08 de julho de 2020

Negócios


Artigo: o imprevisível cenário pós-covid

Uma mão em cima de um teclado

Por Giordano Cabral, Vice-Presidente do Conselho do CESAR

É impossível prever qual será o cenário pós-covid. Mas é possível nos prepararmos para enfrentar as mudanças. Lembrando que elas trazem riscos, mas também oportunidades. A própria definição de inovação é a mudança do comportamento de agentes no mercado, e esta pandemia trouxe transformações radicais de comportamentos. Portanto, há potencialmente inúmeras oportunidades à nossa frente, mas é preciso aguçarmos nosso olhar para acompanhá-las.

Hoje em dia, os mercados em que temos mais confiança em prever são aqueles em que novos comportamentos já despontavam, mas estavam represados pela resistência natural a mudanças. Digo resistência, porque há uma certa inércia em modificarmos a forma como realizamos atividades que já estamos habituados. Quem quer aprender um novo jeito de fazer alguma coisa, se acha que já está funcionando bem? Foi essa inércia que foi chacoalhada com o covid, o que terminou rompendo barreiras. De uma hora para outra, o aprendizado online e o trabalho remoto passaram a ser não apenas aceitos, mas viraram a única solução possível. O comércio eletrônico, o entretenimento digital, o teleatendimento, muitas “inovações” ganharam força.

Mas estas inovações são recentes? Com certeza não. Elas já existiam há anos, apenas tiveram um obstáculo removido. E para o futuro? Que negócios podemos pensar, a partir das novas necessidades do presente? Acho interessante aprendermos com experiências passadas, como a do Alibaba. A gigante, principal concorrente da Amazon, surgiu durante o surto de SARS na China e criou uma logística própria. O modelo que desenvolveram neste período de crise permitiu posteriormente conquistar uma fatia considerável do mercado mundial.

Portanto, o que acho que temos de nos perguntar é: que outras tendências já despontavam, mas eram freadas pela força de nossos hábitos? Uma pergunta a ser feita não apenas agora, mas de agora em diante. É isso para mim o “novo normal”: um estado mais intenso de atenção às mudanças de comportamento. Acredito que conviveremos com a certeza de que vai haver muita incerteza. E, por isso mesmo, é preciso nos prepararmos para essa nova realidade. Não apenas teremos que estar adaptados, mas ser adaptáveis.

Eu confio plenamente na capacidade do CESAR de se reinventar desta forma. A eterna transformação faz parte do nosso DNA.

Quando a quarentena passar, e as pessoas inverterem os sentimentos, passando a sentir saudade de não ter engarrafamentos para lidar, ou de poder estar com os filhos na hora da refeição, ou de não se preocupar com a roupa que vai usar, ou com o alagamento e a violência na rua, espero que tenhamos aprendido lições e incorporado as mudanças positivas que essa crise nos trouxe.

Enquanto isso, repensemos nossos próprios comportamentos, cuidemos uns dos outros, e não nos afastemos mesmo estando isolados.



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