Clubhouse: Como a plataforma está criando valor com conteúdos em áudio e exclusividade

Clubhouse: Como a plataforma está criando valor com conteúdos em áudio e exclusividade

Por Renata Sellaro, Analista de Empreendedorismo no CESAR

Para quem não conhece, o Clubhouse é a mais recente rede social a conquistar o mundo. Ainda em sua versão beta, exclusiva para iOS e cadastro apenas mediante convites, o app de áudio viralizou nas últimas semanas.

A plataforma já atingiu seu valor de 1 bilhão de dólares, tornando-se mais um unicórnio do Vale do Silício, apesar de ainda não demonstrar qual será seu modelo de monetização, entre outras coisas que estão em experimentação relacionadas ao seu modelo de negócio.

Criada há pouco menos de um ano, já em tempos pandêmicos, a rede social funciona em um aplicativo com várias salas onde acontecem conversas sobre os mais variados assuntos. Cada uma dessas salas é organizada por um participante, que geralmente convida mais outros para a conversa, funcionando quase como um podcast/meetup ao vivo em que os demais usuários podem entrar apenas como audiência ou solicitar participar ao “levantar a mão”, tudo exclusivamente por áudio.

Nada fica gravado, não existem chats ou comentários, nem mesmo likes ou quaisquer reações. Primeiramente povoada por presenças de alto calibre de uma extensa variedade de domínios, o primeiro chamariz do Clubhouse foi atrair usuários para ouvir, e até interagir, com essas pessoas.

Porém, não era só isso. Para entrar no mercado, a plataforma usou uma estratégia já bastante difundida em lançamentos de outras redes sociais: os convites. Cada usuário, ao entrar na plataforma, recebe inicialmente apenas dois convites, o que faz com que o efeito de entrada seja controlado.

Diante dos efeitos de isolamento do contexto atual acentuados pela F.O.M.O nas pessoas, sobretudo na presença virtual, foi escalado de maneira absurda o desejo de se tornarem usuários do CH, oferecendo interação por voz em um período em que as conexões são escassas.
Convites e usuários VIPs atraem, mas é a proposta de valor que engaja. E o Clubhouse também se mostrou bem atrativo no quesito valor, primeiramente por gerar conteúdo relevante e profundo em tempo real que temos de concordar, não vemos muito nas demais redes sociais.

No lugar de belíssimas fotos, frases de efeitos ou vídeos de danças engraçadas, encontramos uma rede social onde podemos ouvir sobre debates de qualquer assunto enquanto é possível fazer networking com (literalmente) todo o mundo, seja em conversas de negócios ou lazer.

Além disso, outro grande valor da plataforma encontra-se no fato de que você consome esse conteúdo sem nem perceber, enquanto trabalha, dirige, faz exercícios, sem precisar ficar dando um ‘scroll’ infinito em um feed para se manter engajado.

Produzir conteúdo nessa rede também é uma tarefa bem mais fácil, se comparado por exemplo com o Tik Tok. Você só precisa levantar a mão e abrir o microfone.

Mas, finalmente, como o Clubhouse pretende ganhar dinheiro com isso? Essa resposta que todos estamos ansiosos para saber. A primeira hipótese mais óbvia diz que virão por meio de anúncios e vantagens em assinaturas, algo similar ao modelo de receita freemium que o Spotify faz.

Por aqui, ficamos na expectativa de um modelo de receita tão inovador quanto a plataforma.

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