{"id":2516,"date":"2021-11-08T00:00:00","date_gmt":"2021-11-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/como-o-design-descobre-novos-produtos\/"},"modified":"2026-06-09T16:49:27","modified_gmt":"2026-06-09T19:49:27","slug":"como-o-design-descobre-novos-produtos","status":"publish","type":"insight","link":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/como-o-design-descobre-novos-produtos\/","title":{"rendered":"Como o Design descobre novos produtos?"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-article\">\n<p>H\u00e1 aproximadamente 15 anos o design passou a figurar como tema das principais revistas de neg\u00f3cios do mundo. Em 2013, grandes empresas de consultoria come\u00e7aram a adquirir est\u00fadios de design. Esse movimento da cultura de neg\u00f3cios centrado no design traz o usu\u00e1rio e sua experi\u00eancia para o centro da estrat\u00e9gia organizacional.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mckinsey.com\/~\/media\/mckinsey\/business%20functions\/mckinsey%20digital\/our%20insights\/mckinsey%20quarterly%202018%20number%204%20overview%20and%20full%20issue\/mckinsey-quarterly-2018-number-4.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">McKinsey Quarterly Report, 2018<\/a>, as organiza\u00e7\u00f5es que trazem o design para o centro de sua estrat\u00e9gia organizacional apresentam um\u00a0<b>crescimento de receita 32%<\/b>\u00a0<b>maior\u00a0<\/b>e um\u00a0<b>retorno financeiro 56%<\/b>\u00a0<b>mais elevado\u00a0<\/b>do que empresas que n\u00e3o adotam essa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O Design para descoberta\u00a0<b>parte de uma hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o<\/b>, e consiste em garantir que o produto certo (ou servi\u00e7o, processo ou neg\u00f3cio) seja desenvolvido para o seu p\u00fablico ideal. Formado por um conjunto de itera\u00e7\u00f5es, este m\u00e9todo consiste em um processo cont\u00ednuo de descoberta. Quanto mais itera\u00e7\u00f5es, mais completo e refinado o resultado.<\/p>\n<p>O Product Discovery (ou Design para descoberta, como chamamos aqui no CESAR) \u00e9 uma das formas de trazer o design para sua organiza\u00e7\u00e3o, ajudando a responder \u00e0s perguntas certas sobre aquela sua ideia inovadora. Ent\u00e3o, como coloc\u00e1-lo em pr\u00e1tica?\u00a0<b>Leia este artigo e descubra!<\/b><\/p>\n<div class=\"portlet-msg-info\">\n<p><b>O que voc\u00ea vai ler neste artigo:\u00a0<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>O que \u00e9 Design para Descoberta ou\u00a0product discovery<\/li>\n<li>Quais as principais etapas desse m\u00e9todo<\/li>\n<li>Os 6 erros mais comuns ao validar uma hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Como o design para descoberta pode atuar na defini\u00e7\u00e3o do seu MVP<\/li>\n<\/ul>\n<h2><b>Como o design para descoberta funciona?<\/b><\/h2>\n<p>O Design para descoberta \u00e9 um m\u00e9todo aplicado em conson\u00e2ncia com princ\u00edpios do Design Thinking, que tem como base a compreens\u00e3o de problemas e valida\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de forma din\u00e2mica e colaborativa, alinhada com os objetivos do neg\u00f3cio, bem como \u00e0s necessidades dos seus consumidores.<\/p>\n<p>Composto de quatro grandes etapas, nosso m\u00e9todo de\u00a0<i>product discovery<\/i>\u00a0vem sendo aplicado com sucesso em diversos contextos e para diferentes setores da economia nos \u00faltimos mais de vinte e cinco anos do CESAR. As etapas s\u00e3o:<a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-descoberta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<b>Imers\u00e3o, Constru\u00e7\u00e3o da Vis\u00e3o, Ciclos de Valida\u00e7\u00e3o<\/b><\/a><b>\u00a0e\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-casemvp\"><b>Defini\u00e7\u00e3o do MVP \u2013 m\u00ednimo produto vi\u00e1vel.<\/b><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/GzJ0F1wqGG5CEq093OeFmaOyq38outgQv020pFSwMILxtcnmv119lyCy-u6VXhAdUt0QaT18jRv9fcPI0SMdAD6vHNEjaiA_80iNPyn7qPRkCCoBpSbYOv1Vj3LfYXXk5FR2_hwz\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"468\" \/><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-descoberta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe agora o material completo com todas as fases do m\u00e9todo CESAR para Design para Descoberta \u2013 ou product discovery.<\/a><\/p>\n<h3><b>Imers\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>A partir de uma hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o, inicia-se uma fase de imers\u00e3o no contexto do problema ou oportunidade apresentada. Nesta fase s\u00e3o realizados estudos e pesquisas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias no \u00e2mbito da organiza\u00e7\u00e3o, mercado e consumidores\/clientes.<\/p>\n<h3><b>Constru\u00e7\u00e3o da Vis\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>De forma colaborativa \u00e9 realizado nesta etapa um alinhamento de expectativas para defini\u00e7\u00e3o conjunta de objetivos e riscos e levantamento de hip\u00f3teses para o desenvolvimento. Aqui \u00e9 constru\u00edda uma vis\u00e3o coletiva com todos os stakeholders envolvidos, sobre como o produto, servi\u00e7o, processo ou neg\u00f3cio deve ser.<\/p>\n<h3><b>Ciclos de Valida\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>Nesta fase \u00e9 criado um plano de valida\u00e7\u00e3o, com diversos artefatos a serem utilizados para entrevistar usu\u00e1rios reais que enfrentam o problema, e com isso, validar as hip\u00f3teses da etapa anterior. Para isto, \u00e9 necess\u00e1rio realizar mais de um ciclo de valida\u00e7\u00e3o, pois a ess\u00eancia deste m\u00e9todo s\u00e3o as constantes itera\u00e7\u00f5es e descobertas.<\/p>\n<h3><b>Defini\u00e7\u00e3o do MVP<\/b><\/h3>\n<p>Ao final deste processo ser\u00e3o definidos cen\u00e1rios e requisitos de um m\u00ednimo produto vi\u00e1vel (MVP), al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de um Lean Canvas da solu\u00e7\u00e3o. A partir desta fase a organiza\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma vis\u00e3o mais clara do que \u00e9 o produto, a valida\u00e7\u00e3o se ele ser\u00e1 aceito pelo mercado (ou por stakeholders, se for o caso de uma solu\u00e7\u00e3o interna) e os requisitos essenciais para partir para a fase de desenvolvimento.<\/p>\n<h2><b>Os 6 erros mais comuns ao validar uma hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p>Ao utilizarmos o m\u00e9todo de design para descoberta, a hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o busca garantir que a solu\u00e7\u00e3o certa seja desenvolvida para o p\u00fablico ideal. Mas ao conduzir a valida\u00e7\u00e3o de forma equivocada no in\u00edcio do processo pode n\u00e3o apresentar os benef\u00edcios esperados. Sendo assim, elencamos os principais erros cometidos nesta fase.<\/p>\n<h3><b>1. Se apaixonar pela solu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pelo problema<\/b><\/h3>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo constru\u00edda s\u00f3 faz sentido se resolver o problema de algu\u00e9m. Entender o problema e mitigar os riscos das solu\u00e7\u00f5es \u00e9 o grande objetivo de um processo de descoberta. Mesmo que isso signifique jogar sua solu\u00e7\u00e3o fora e come\u00e7ar de novo.<\/p>\n<h3><b>2. N\u00e3o ter boa compreens\u00e3o do problema<\/b><\/h3>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es levam a novas d\u00favidas e uma nova percep\u00e7\u00e3o dos riscos. Grandes avan\u00e7os logo ap\u00f3s as primeiras descobertas podem gerar fragilidades na sua solu\u00e7\u00e3o, levando a decis\u00f5es equivocadas. Quanto mais complexo um problema, mais ser\u00e1 preciso investir recursos no aprofundamento e entendimento desse problema.<\/p>\n<h3><b>3. N\u00e3o conhecer o p\u00fablico que sua solu\u00e7\u00e3o atende<\/b><\/h3>\n<p>Sua solu\u00e7\u00e3o ir\u00e1 concorrer com v\u00e1rias outras para resolver as dores de um determinado p\u00fablico. \u00c9 preciso descobrir quais s\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es, cen\u00e1rios, atividades e desejos deste p\u00fablico para aumentar o aprendizado e refinamento da sua solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><b>4. Partir de hip\u00f3teses confusas ou fr\u00e1geis<\/b><\/h3>\n<p>Hip\u00f3teses s\u00e3o pontos de partida para uma solu\u00e7\u00e3o, mas podem induzir ou estar carregadas de vieses. Elas devem considerar um recorte do passado ou do que est\u00e1 acontecendo, mas nunca do futuro. Devem ser quantific\u00e1veis para serem verificadas,\u00a0 permitindo assim, aprendizados mais r\u00e1pidos.<\/p>\n<h3><b>5. N\u00e3o envolver os stakeholders desde o in\u00edcio<\/b><\/h3>\n<p>Mais que corresponder \u00e0s expectativas, ter os stakeholders envolvidos cria alinhamento e entendimento conjunto, garantindo que a solu\u00e7\u00e3o atender\u00e1 n\u00e3o somente \u00e0s necessidades de um determinado p\u00fablico mas tamb\u00e9m a um objetivo de neg\u00f3cio. Tanto a clareza e o entendimento do objetivo de neg\u00f3cio quanto \u00e0s decis\u00f5es que levaram \u00e0 escolha de determinada hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o se d\u00e3o a partir deste envolvimento.<\/p>\n<h3><b>6. Realizar ciclos de valida\u00e7\u00e3o insuficientes<\/b><\/h3>\n<p>Valida\u00e7\u00f5es s\u00e3o aprendizados valiosos com o intuito de reduzir o risco da solu\u00e7\u00e3o. Juntar esfor\u00e7os para tentar cobrir todas as quest\u00f5es em apenas um ciclo pode desfocar dos aprendizados do processo, tornando-o improdutivo. Pequenos ciclos de valida\u00e7\u00e3o focados em responder pequenas quest\u00f5es levam a menos esfor\u00e7o e mais resultados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-6erros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe aqui o conte\u00fado completo dos\u00a0 6 erros mais comuns ao validar uma hip\u00f3tese e tenha sempre com voc\u00ea!<\/a><\/p>\n<h2><b>Como o design de descoberta pode atuar na defini\u00e7\u00e3o do seu MVP<\/b><\/h2>\n<p>Em um artigo escrito pela nossa colaboradora e especialista de em Design da Experi\u00eancia do Usu\u00e1rio, Priscila Alc\u00e2ntara e divulgado originalmente no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.uxdesign.cc\/design-de-produto-remoto-para-alem-do-wireframe-c49fa702bb61\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UX Collective<\/a>\u00a0e em seguida detalhado<b>\u00a0<\/b>neste<b>\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-casemvp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>case do\u00a0CESAR,\u00a0apresentamos como o Design para descoberta pode ajudar voc\u00ea na constru\u00e7\u00e3o do seu m\u00ednimo produto vi\u00e1vel<\/b><\/a>,\u00a0o MVP.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s checar que n\u00e3o est\u00e1 cometendo nenhum dos erros mais comuns e realizar alguns ciclos de valida\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sai do processo de Design para Descoberta com uma hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o validada. Por\u00e9m, seguir para a defini\u00e7\u00e3o de um produto m\u00ednimo vi\u00e1vel (MVP) a partir da\u00ed pode ser um grande desafio para quem est\u00e1 come\u00e7ando.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que \u00e0s vezes a nossa ideia completa, do jeito que n\u00f3s pensamos, pode levar muito tempo para ser desenvolvida. Isso pode gerar v\u00e1rios tipos de problemas e um desses, por exemplo, \u00e9 perder o\u00a0<i>timing\u00a0<\/i>de lan\u00e7ar algo de valor no mercado. Por isso \u00e9 importante ter um MVP. Ele ajuda a colocar sua ideia em um ambiente real e j\u00e1 come\u00e7ar a produzir resultados enquanto voc\u00ea ganha respiro para continuar aprimorando o que est\u00e1 sendo entregue.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, muitos donos de produto (<i>product owners<\/i>) acabam tendo dificuldade em escolher quais s\u00e3o as funcionalidades que v\u00e3o entrar no seu MVP. E m\u00e9todos \u00e1geis e co-criativos podem ajudar a tomar essa decis\u00e3o de forma consciente, considerando o tamanho e a velocidade do seu time de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Para exemplificar esse processo, trazemos um caso real de como um dos nossos clientes\u00a0conseguiu se beneficiar da abordagem de design para descoberta no processo de decis\u00e3o do que seria implementado no seu primeiro MVP.<\/p>\n<p>E mais, como esse processo de design de descoberta foi aplicado em tempos de pandemia, e o uso de tecnologia foi de grande ajuda, j\u00e1 que esta foi uma etapa 100% remota. Todo mundo trabalhou junto para planejar a entrega de um produto digital que vai funcionar em todo Brasil, com perspectiva de se estender para toda a opera\u00e7\u00e3o desse cliente na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<h3><b>Um pouco de contexto de um backlog enorme<\/b><\/h3>\n<p>O time de desenvolvimento deste produto \u00e9 composto de 26 pessoas (entre gerente de projeto, designers, desenvolvedores e testers), trabalhando de forma remota.<\/p>\n<p>Nesse produto (que ainda est\u00e1 em desenvolvimento) temos uma aplica\u00e7\u00e3o com uma frente\u00a0<i>mobile\u00a0<\/i>e outra\u00a0<i>web\u00a0<\/i>que fazem parte de uma \u201cfam\u00edlia\u201d, ou seja: t\u00eam depend\u00eancias e integra\u00e7\u00f5es que um outro produto sozinho n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>Para ficar mais claro porque era necess\u00e1rio\u00a0<b>priorizar as funcionalidades essenciais<\/b>: \u00e9 um produto t\u00e3o gigante que o time estava entregando uma est\u00f3ria de usu\u00e1rio por sprint utilizando um scrum adaptado \u00e0s necessidades e processos do cliente! Ou seja: a menos que o produto inteiro tivesse 5 est\u00f3rias, seria imposs\u00edvel.<\/p>\n<h3><b>Como o Design poderia ajudar na prioriza\u00e7\u00e3o das est\u00f3rias para um MVP?<\/b><\/h3>\n<p>O time do CESAR prop\u00f4s um workshop cujo objetivo era abrir os olhos dos gestores de produto para o tamanho do que era esperado e, assim, fosse mais simples enxergar que as expectativas para uma primeira vers\u00e3o do sistema estavam muito altas. Precisavamos considerar a capacidade de entrega do time de desenvolvimento considerando o tempo esperado de entrega e as funcionalidades desejadas inicialmente<\/p>\n<p>Levamos a proposta da colaborativa em\u00a0 uma apresenta\u00e7\u00e3o explicando cada uma das 3 t\u00e9cnicas que ir\u00edamos usar em alto n\u00edvel e botamos a m\u00e3o na massa para preparar tudo.<\/p>\n<p>O tempo total de execu\u00e7\u00e3o foi de 8 horas \u2014 tivemos um intervalo de pouco mais de uma semana antes da conclus\u00e3o e escolhemos o Miro como a ferramenta base que nos daria suporte nesse workshop e montamos o nosso board.<\/p>\n<h3><b>Definindo e alinhando o objetivo do produto<\/b><\/h3>\n<p>Na primeira etapa do workshop quer\u00edamos que todo mundo entendesse bem quais eram os objetivos de curto, m\u00e9dio e longo prazos para aquilo que est\u00e1vamos construindo.Isso iria nortear o que precisava vir mais cedo numa entrega e o que poderia ficar para depois.<\/p>\n<p>O objetivo de curto prazo foi nomeado como \u201c<i>Ajudar a fazer o trabalho com o que j\u00e1 existe hoje<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>Para um objetivo mais adiante, n\u00f3s demos o nome de \u201c<i>Fazer o trabalho que faz hoje de forma melhor<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>Assim, saber\u00edamos quais as funcionalidades precisam estar prontas para que o processo atual das pessoas que executam o trabalho que faz parte do fluxo da aplica\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo desenvolvida, fosse aprimorada. Isso nos daria uma vis\u00e3o de pr\u00f3ximos passos depois de uma primeira vers\u00e3o entregue.<\/p>\n<p>Por fim, para superar as expectativas, trouxemos a pergunta \u201c<i>Como n\u00f3s [os product owners] enxergamos que seria a \u00faltima vers\u00e3o deste produto?<\/i>\u201d. Com isso, ter\u00edamos uma vis\u00e3o de longo prazo e todo mundo que participa do desenvolvimento do produto teria ci\u00eancia de onde quer\u00edamos chegar.<\/p>\n<h3><b>Com os objetivos em mente, era hora de refletir isso no que t\u00ednhamos no backlog<\/b><\/h3>\n<p>Agora precis\u00e1vamos pegar todas as est\u00f3rias e prioriz\u00e1-las do ponto de vista do neg\u00f3cio e mostrar, do ponto de vista de desenvolvimento o quanto aquilo ia custar para ficar pronto.<\/p>\n<p>Os\u00a0<i>product owners<\/i>\u00a0do projeto escolhiam o que era mais priorit\u00e1rio, posicionando cada um dos cart\u00f5es com as est\u00f3rias no Miro. E o time de desenvolvimento \u00e9 quem decidia o qu\u00e3o r\u00e1pido essa est\u00f3ria podia ser implementada.<\/p>\n<p>Havia uma maior complexidade de desenvolvimento para neg\u00f3cios. Isso estava tornando o lan\u00e7amento do produto distante e complicado. Por isso, precis\u00e1vamos de uma nova etapa de prioriza\u00e7\u00e3o, e ela precisaria levar em conta o tempo dispon\u00edvel para desenvolver e o time que n\u00f3s t\u00ednhamos.<\/p>\n<p>Usamos uma adapta\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de<a href=\"https:\/\/www.caroli.org\/sequenciador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Sequenciador<\/a>\u00a0que chamamos de planejamento em ondas, levando em conta a velocidade de est\u00f3rias que v\u00ednhamos cobrindo por sprint, com os cards para cada uma das ondas.<\/p>\n<p>Estava tudo indo bem e exatamente como planejado \u2014 foi aqui que o processo deu um crash. Deu um crash, mas n\u00e3o deu errado. Na verdade, esse impasse j\u00e1 era esperado.<\/p>\n<h3><b>Chegou a hora de refletir<\/b><\/h3>\n<p>Os gestores de produto perceberam que n\u00e3o iam conseguir trazer tudo o que era prioridade de uma vez. Nessa hora, o grupo entendeu que era necess\u00e1rio quebrar as atividades grandes em menores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, era preciso rever as expectativas e entender que pod\u00edamos fazer uma entrega menor que trouxesse valor, ainda que n\u00e3o fosse a entrega completa que quer\u00edamos.<\/p>\n<p>Quando nos reunimos de novo, revisamos os objetivos e transformamos o objetivo de ajudar a fazer o trabalho com o que j\u00e1 existe hoje mais simples. Agora ele era uma vis\u00e3o de que a primeira poderia ser lan\u00e7ada e poderiam existir entregas intermedi\u00e1rias entre esta e a pr\u00f3xima grande entrega, que seria o Fazer o trabalho que faz hoje de forma melhor.<\/p>\n<p>Com isso, quebramos as est\u00f3rias e olhamos somente para essa primeira grande entrega, trazendo s\u00f3 ela para as ondas. Foram 10 est\u00f3rias priorizadas sem precisar burlar as regras.<\/p>\n<h3><b>Para al\u00e9m do workshop<\/b><\/h3>\n<p>Depois do processo, sa\u00edmos com uma vis\u00e3o clara e alinhada do que seria entregue e uma estimativa de prazo em alto n\u00edvel. Mais do que isso, o nosso cliente sugeriu que nos reun\u00edssemos com mais frequ\u00eancia para revisar o\u00a0<i>backlog<\/i>\u00a0e verificar quais s\u00e3o as prioridades de forma mais constante e incremental.<\/p>\n<p>O ganho foi enorme do ponto de vista de entender melhor a velocidade do time. Mais do que isso, o time de desenvolvimento p\u00f4de entender melhor a necessidade das entregas e ter a vis\u00e3o de futuro da solu\u00e7\u00e3o proposta. Isso foi parte do processo que trouxe o time para olhar para os diversos\u00a0<i>stakeholders\u00a0<\/i>envolvidos na constru\u00e7\u00e3o de um produto.<\/p>\n<h2><b>Como esse caso pode ajudar voc\u00ea<\/b><\/h2>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um produto n\u00e3o \u00e9 uma jornada linear. O\u00a0<i>mindset\u00a0<\/i>experimental deve ser constante, desde a concep\u00e7\u00e3o da ideia, passando pela valida\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de solu\u00e7\u00e3o,\u00a0 at\u00e9 o processo de desenvolvimento. O car\u00e1ter iterativo das fases anteriores do processo de Design para Descoberta precisa ser mantido tamb\u00e9m na fase de cria\u00e7\u00e3o do MVP e experimenta\u00e7\u00e3o e incremento dele. E para o isso, o Design traz muitas t\u00e9cnicas \u00e1geis para garantir esse compasso.<\/p>\n<p>Este caso mostra como essa jornada pode apresentar desafios, e sua organiza\u00e7\u00e3o precisa ser \u00e1gil e estar atenta para tornar o processo de design de descoberta para o desenvolvimento de um produto o mais din\u00e2mico poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Precisa de ajuda para implementar o design de descoberta na sua empresa? Descubra como n\u00f3s auxiliamos a\u00a0Neoenergia atrav\u00e9s do design e inova\u00e7\u00e3o para melhoria operacional e da experi\u00eancia do colaborador.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"featured_media":6977,"template":"","categories":[1],"tags":[360,102],"formato_insights":[],"class_list":["post-2516","insight","type-insight","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-design","tag-mvp","tag-ux"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight\/2516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/insight"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6977"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2516"},{"taxonomy":"formato_insights","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/formato_insights?post=2516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}