{"id":2395,"date":"2019-06-20T00:00:00","date_gmt":"2019-06-20T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/modelos-de-negocio-na-era-digital\/"},"modified":"2026-03-24T18:03:22","modified_gmt":"2026-03-24T21:03:22","slug":"modelos-de-negocio-na-era-digital","status":"publish","type":"insight","link":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/modelos-de-negocio-na-era-digital\/","title":{"rendered":"Modelos de Neg\u00f3cio na Era Digital"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-article\">\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"7704\">Por <em>Jos\u00e9 Carlos Cavalcanti<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"2ada\">Os requisitos essenciais para o sucesso duradouro na Era Digital s\u00e3o tr\u00eas: um bom modelo de neg\u00f3cio, a explora\u00e7\u00e3o das tecnologias, inova\u00e7\u00f5es e ferramentas dispon\u00edveis, e a considera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e capacidades do ambiente em que o neg\u00f3cio se estabelece.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"902d\">Novos modelos de neg\u00f3cios introduzem novas ideias, tecnologias e inova\u00e7\u00f5es em mercados existentes, criam mercados totalmente novos, ressegmentam mercados existentes e tamb\u00e9m clonam mercados \u2014 existentes e novos.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"78a4\">Um modelo de neg\u00f3cio de sucesso preenche uma necessidade do consumidor, cria valor para a empresa que o desenvolveu e para seus parceiros, alavanca e estende capacidades valiosas ou recursos, \u00e9 eficiente, diferencia a empresa, e \u00e9 sustent\u00e1vel no longo prazo.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"f2a0\">Mas o que \u00e9 um modelo de neg\u00f3cio? Quais as caracter\u00edsticas que distinguem os modelos de neg\u00f3cios na Era Digital? E o que faz com que um modelo de neg\u00f3cio seja um sucesso no longo prazo?<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<h2 data-selectable-paragraph=\"\" id=\"ea26\"><strong>Modelo de Neg\u00f3cio<\/strong><br \/>\n\u00a0<\/h2>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"1636\">O termo \u201cModelo de Neg\u00f3cio\u201d tem sido entendido de diversas formas. Peter Drucker, considerado o \u201cfundador da administra\u00e7\u00e3o moderna\u201d, o definiu como sendo \u201chip\u00f3teses sobre o que uma companhia \u00e9 paga para fazer\u201d. Joan Magretta, professora da Harvard Business School, afirma que modelos de neg\u00f3cios s\u00e3o \u201chist\u00f3rias que explicam como empresas funcionam\u201d. Segundo a professora, o conceito de modelo de neg\u00f3cio passou a ter amplo uso com o advento do computador pessoal e do spreadsheet (planilha), que permitiram que v\u00e1rios componentes do neg\u00f3cio fossem testados e modelados. Antes disso, modelos de neg\u00f3cios de sucesso eram criados mais por acidente do que por projeto ou previs\u00e3o, e se tornaram claros depois daquele fato.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"ec51\">Mas quem consagrou internacionalmente o termo modelo de neg\u00f3cio como \u201cum conjunto de suposi\u00e7\u00f5es ou hip\u00f3teses\u201d foi Alex Osterwalder, um su\u00ed\u00e7o te\u00f3rico dos neg\u00f3cios que desenvolveu o que \u00e9 de fato o mais compreensivo template (molde) no qual se constroem aquelas hip\u00f3teses. As nove partes do seu\u00a0<em>Business Model Canvas<\/em>\u00a0(tela de modelo de neg\u00f3cio) s\u00e3o essencialmente um modo organizado para apresentar as suas suposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o somente sobre os recursos-chave e atividades-chave, mas tamb\u00e9m sua proposi\u00e7\u00e3o de valor, os relacionamentos dos consumidores, canais, segmentos de consumidores, estruturas de custo, fluxos de receitas, para ver se voc\u00ea esqueceu de algo importante e para comparar seu modelo com outros. Mas, uma vez que voc\u00ea come\u00e7a a comparar um modelo com outro voc\u00ea est\u00e1 entrando na seara da estrat\u00e9gia, com a qual modelos de neg\u00f3cios s\u00e3o frequentemente confundidos.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"5778\">Um modelo de neg\u00f3cio \u00e9 uma descri\u00e7\u00e3o de como o seu neg\u00f3cio opera. J\u00e1 uma estrat\u00e9gia competitiva explica como voc\u00ea ir\u00e1 fazer melhor do que seus rivais. E isto serve tanto ao oferecer um modelo de neg\u00f3cio melhor, como tamb\u00e9m ao oferecer o mesmo modelo de neg\u00f3cio para um mercado diferente.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"b4b2\">O conceito de estrat\u00e9gia \u00e9 bastante antigo, embora tenha ganhado proemin\u00eancia no \u00e2mbito dos neg\u00f3cios na segunda metade do s\u00e9culo de 1920. Durante muito tempo a competi\u00e7\u00e3o no mercado era entendida essencialmente como sendo competi\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o. Em 1979, Michael Porter, professor da Universidade de Harvard, mapeou quatro for\u00e7as adicionais no artigo intitulado\u00a0<a href=\"https:\/\/hbr.org\/1979\/03\/how-competitive-forces-shape-strategy\" rel=\"noopener ugc nofollow\" target=\"_blank\"><em>Como for\u00e7as competitivas conformam a estrat\u00e9gia<\/em><\/a>, escrito para a Harvard Business Review (HBR). Segundo ele, em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 intensa competi\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o entre rivais da ind\u00fastria, o grau de competitividade \u2014 isto \u00e9, o grau em que os players est\u00e3o livres para estabelecerem seus pr\u00f3prios pre\u00e7os \u2014 depende do poder de barganha de compradores e de supridores, e tamb\u00e9m de como s\u00e3o a amea\u00e7a de produtos substitutos e de novos entrantes. Quando essas for\u00e7as s\u00e3o fracas, como no caso de software e bebidas leves, muitas companhias s\u00e3o lucrativas. Quando elas s\u00e3o fortes, como nas ind\u00fastrias de via\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e de hot\u00e9is, quase nenhuma companhia ganha um retorno atrativo no investimento.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"5793\">Estrat\u00e9gia, ent\u00e3o, \u00e9 uma mat\u00e9ria para trabalhar a melhor posi\u00e7\u00e3o de sua companhia n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s press\u00f5es de pre\u00e7os dos rivais, mas tamb\u00e9m a todas as for\u00e7as do seu ambiente competitivo. Em outro artigo de 1996, intitulado\u00a0<a href=\"https:\/\/hbr.org\/1996\/11\/what-is-strategy\" rel=\"noopener ugc nofollow\" target=\"_blank\"><em>O que \u00e9 estrat\u00e9gia<\/em><\/a>, Porter argumenta contra um conjunto de vis\u00f5es alternativas, tanto velhas quanto novas, e defende que estrat\u00e9gia \u00e9 \u201cfazer o que todo mundo est\u00e1 fazendo (mas gastando menos dinheiro fazendo isso)\u201d, ou \u201cfazer algo que ningu\u00e9m mais pode fazer\u201d. Para ele, competir ao fazer o que todo mundo est\u00e1 fazendo significa competir por pre\u00e7o (isto \u00e9, aprender a ser mais eficiente que seus rivais). Mas isso somente \u201cespreme a torta\u201d \u00e0 medida que, na corrida para baixo, a lucratividade declina para toda a ind\u00fastria. De forma alternativa, afirma Porter, voc\u00ea pode \u201cexpandir a torta\u201d ao assumir uma posi\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel baseada numa vantagem \u00fanica que voc\u00ea crie com um inteligente e, preferencialmente complicado e interdependente, conjunto de atividades \u2014 que alguns pensadores tamb\u00e9m chamam de cadeia de valor ou modelo de neg\u00f3cio.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<h2 data-selectable-paragraph=\"\" id=\"344b\"><strong>Os desafios na Era Digital<\/strong><br \/>\n\u00a0<\/h2>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"d9dc\">Mas, afinal, qual \u00e9 o car\u00e1ter distintivo da Era Digital? A Era Digital \u00e9 o per\u00edodo caracterizado pelas tecnologias digitais, tamb\u00e9m conhecido como Revolu\u00e7\u00e3o Digital, e se refere ao avan\u00e7o da tecnologia dos dispositivos eletr\u00f4nicos anal\u00f3gicos e mec\u00e2nicos para os da tecnologia digital de hoje. A era come\u00e7ou nos anos de 1980 e ainda perdura. A Revolu\u00e7\u00e3o Digital, algumas vezes chamada de Terceira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, tamb\u00e9m marca o come\u00e7o da Era da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">O desenvolvimento e o avan\u00e7o das tecnologias digitais come\u00e7aram com uma ideia fundamental: a Internet. Eis aqui uma breve linha do tempo sobre como essa era progrediu:<\/p>\n<ul>\n<li data-selectable-paragraph=\"\" id=\"23b9\"><strong>1947\u20131979 \u2014<\/strong> O transistor, que foi introduzido em 1947, pavimentou o caminho para o desenvolvimento dos computadores digitais avan\u00e7ados. O governo, militares e outras organiza\u00e7\u00f5es fizeram uso dos sistemas de computa\u00e7\u00e3o durante os anos de 1950 e 1960. Isso levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Internet;<br \/>\n\u00a0<\/li>\n<li data-selectable-paragraph=\"\" id=\"59d5\"><strong>1980 \u2014<\/strong> O computador se tornou uma m\u00e1quina familiar, e, por volta do fim da d\u00e9cada, estar apto a usar um se tornou necessidade para muitos empregos. O primeiro celular foi introduzido durante este per\u00edodo;<br \/>\n\u00a0<\/li>\n<li data-selectable-paragraph=\"\" id=\"1d0b\"><strong>1990 \u2014 <\/strong>Em 1992, a World Wide Web foi introduzida, e em 1996 a Internet se tornou uma parte comum da maioria das opera\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios. No final da d\u00e9cada, a Internet se tornou parte do dia a dia de muitas popula\u00e7\u00f5es no planeta;<br \/>\n\u00a0<\/li>\n<li data-selectable-paragraph=\"\" id=\"fc7d\"><strong>2000 \u2014 <\/strong>Nesta d\u00e9cada a Revolu\u00e7\u00e3o Digital tinha come\u00e7ado a se espalhar em todo o mundo em desenvolvimento. Telefones m\u00f3veis eram comumente vistos, o n\u00famero de usu\u00e1rios de Internet continuou a crescer e a televis\u00e3o come\u00e7ou a transi\u00e7\u00e3o do uso de sinais anal\u00f3gicos para digitais;<br \/>\n\u00a0<\/li>\n<li data-selectable-paragraph=\"\" id=\"8476\"><strong>2010 adiante \u2014 <\/strong>Nesta d\u00e9cada, a Internet j\u00e1 atingiu mais de 25% da popula\u00e7\u00e3o mundial. A comunica\u00e7\u00e3o m\u00f3vel tamb\u00e9m se tornou muito importante \u00e0 medida que cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o mundial possui um telefone m\u00f3vel. A conex\u00e3o entre websites da Internet e gadgets m\u00f3veis se tornou um padr\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"1e1a\">O advento dos servi\u00e7os de computa\u00e7\u00e3o na nuvem tornou poss\u00edvel aos usu\u00e1rios o consumo de m\u00eddia e aplica\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios nos dispositivos m\u00f3veis, aplica\u00e7\u00f5es que seriam, de outra forma, imposs\u00edveis de serem utilizadas em tais dispositivos.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"d926\">Esta nova Era Digital est\u00e1 permitindo o surgimento de novos modelos de neg\u00f3cios jamais imaginados na Era Anal\u00f3gica, tanto em termos de tipos de bens e servi\u00e7os transacionados (marcadamente os intang\u00edveis, que s\u00e3o de f\u00e1cil reprodu\u00e7\u00e3o e baixo custo) e velocidade de lan\u00e7amento (e uso) quanto em termos de escala de alcance (al\u00e9m, \u00e9 claro, da transforma\u00e7\u00e3o digital dos neg\u00f3cios anal\u00f3gicos). Alguns dos exemplos com maior destaque, e empresas representativas: Add-on (Additional charge for extras \u2014 Ryanair); Franchising (McDonald\u2019s); Freemium (Spotify); Licensing (Walt Disney); Lock-in (Gillete); Pay Per Use (Sky); Peer to Peer (eBay); Subscription (Salesforce).<\/p>\n<h2 data-selectable-paragraph=\"\" id=\"ff10\">\n<strong>Modelo de Neg\u00f3cio de Sucesso na Era Digital<\/strong><\/h2>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"25a2\">\nMas ter sucesso de longo prazo na Era Digital depende muito, entre v\u00e1rios determinantes, do \u201cambiente para os neg\u00f3cios\u201d. As na\u00e7\u00f5es no mundo s\u00e3o dotadas de diferentes fatores, condi\u00e7\u00f5es e capacidades. Seus variados est\u00e1gios de competitividade e de desenvolvimento foram marcados historicamente por diferentes institui\u00e7\u00f5es, infraestruturas, ambientes macroecon\u00f4micos e condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Essa diversifica\u00e7\u00e3o dos contextos imp\u00f5e diferentes condi\u00e7\u00f5es para o estabelecimento de novos modelos de neg\u00f3cios e para sua sustentabilidade no curto, m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"4536\">Mesmo considerando que hoje vivemos o fen\u00f4meno da \u201cGlobaliza\u00e7\u00e3o Digital\u201d em que o com\u00e9rcio internacional de bens e servi\u00e7os, as finan\u00e7as, as pessoas e os dados s\u00e3o transa\u00e7\u00f5es cada vez mais digitais, e que isso, em tese, permitiria mais facilmente o estabelecimento de novos modelos de neg\u00f3cios em qualquer localidade no mundo, as intera\u00e7\u00f5es internacionais, apesar de n\u00e3o desprez\u00edveis, s\u00e3o significativamente menos intensas do que as intera\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\" id=\"4f24\">Neste sentido, \u00e9 poss\u00edvel argumentar que com o advento da Era Digital novos modelos de neg\u00f3cio est\u00e3o surgindo, conformando novos mercados e redefinindo os existentes. Contudo, para ter sucesso neste novo contexto \u00e9 fundamental o desenho de um bom modelo de neg\u00f3cio, a explora\u00e7\u00e3o das tecnologias, inova\u00e7\u00f5es e ferramentas dispon\u00edveis, e a considera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e capacidades do ambiente em que o neg\u00f3cio se estabelece.<\/p>\n<div class=\"portlet-msg-info\" data-selectable-paragraph=\"\"><strong>Jos\u00e9 Carlos Cavalcanti<\/strong>\u00a0\u00e9 cofundador da empresa Creativante, consultor de empresas e organiza\u00e7\u00f5es e Consultor do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es.<\/div>\n","protected":false},"featured_media":2396,"template":"","categories":[3],"tags":[424,100],"formato_insights":[16],"class_list":["post-2395","insight","type-insight","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-competencias-digitais","tag-transformacao-digital","formato_insights-artigo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight\/2395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/insight"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2395"},{"taxonomy":"formato_insights","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/formato_insights?post=2395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}