{"id":2367,"date":"2021-03-16T00:00:00","date_gmt":"2021-03-16T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/experiencia-do-usuario-como-a-pesquisa-de-design-pode-ajudar-a-desenvolver-solucoes-1\/"},"modified":"2026-06-09T12:35:19","modified_gmt":"2026-06-09T15:35:19","slug":"experiencia-do-usuario-como-a-pesquisa-de-design-pode-ajudar-a-desenvolver-solucoes-1","status":"publish","type":"insight","link":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/experiencia-do-usuario-como-a-pesquisa-de-design-pode-ajudar-a-desenvolver-solucoes-1\/","title":{"rendered":"Experi\u00eancia do usu\u00e1rio: Como a pesquisa de Design pode ajudar a desenvolver solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-article\">\n<h6>POR ELISA SATTYAM\/DESIGN LEAD DO CESAR<\/h6>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.adobe.com\/experience-cloud\/roi\/overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo recente da Adobe<\/a>\u00a0indica que empresas que focam na experi\u00eancia das pessoas t\u00eam um crescimento de receita 1,4 vezes mais r\u00e1pido, maiores taxas de satisfa\u00e7\u00e3o (1,6x) e de reten\u00e7\u00e3o (1,7x) em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quelas que n\u00e3o se concentram em grandes experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.forrester.com\/report\/The+Six+Steps+For+Justifying+Better+UX\/-\/E-RES117708\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">outro estudo da Forrester<\/a>\u00a0indica que cada US$1 investido em UX leva a um retorno de U$100. Isso \u00e9 explicado por uma raz\u00e3o simples: As pessoas n\u00e3o desejam produtos ou servi\u00e7os, desejam experi\u00eancias.<\/p>\n<p>As pessoas tendem a consumir produtos e servi\u00e7os que formam h\u00e1bitos e evocam emo\u00e7\u00f5es. Essas solu\u00e7\u00f5es geralmente possuem um alto grau de utilidade percebida e as pessoas as procuram para obter prazer ou evitar a dor. N\u00e3o \u00e0 toa, hoje estamos vivendo a Era da Experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.walkerinfo.com\/knowledge-center\/featured-research-reports\/customers-2020-a-progress-report\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo da Walker<\/a>\u00a0indicou que, ao final de 2020, a experi\u00eancia do cliente iria ultrapassar o pre\u00e7o e o produto como o principal diferencial de uma empresa. E assim tem sido. Amazon, Apple, Netflix, Uber, Airbnb s\u00e3o algumas das grandes empresas que t\u00eam concentrado grandes esfor\u00e7os em experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas como desenvolver solu\u00e7\u00f5es com foco na experi\u00eancia das pessoas? O que essas empresas t\u00eam feito nesse sentido? A palavra-chave aqui \u00e9: Pessoas. Poder\u00edamos dizer \u201cDados\u201d? Tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A pesquisa em UX (do ingl\u00eas, User eXperience) se baseia em dados e pessoas e contribui fortemente para o entendimento de problemas, identifica\u00e7\u00e3o de oportunidades e desenvolvimento de grandes experi\u00eancias. Isso acontece por permitir o alinhamento da estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios com o entendimento das expectativas, comportamentos, necessidades, dores e motiva\u00e7\u00f5es das pessoas envolvidas no contexto da solu\u00e7\u00e3o pretendida.<\/p>\n<p>Para isso, diferentes abordagens de investiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas muitas vezes inclusive de forma combinada e complementar, como o uso de m\u00e9todos qualitativos e quantitativos.<\/p>\n<p>N\u00e3o aplicar esse tipo de pesquisa acaba aumentando consideravelmente as chances da solu\u00e7\u00e3o falhar, pois aumenta a probabilidade de a experi\u00eancia n\u00e3o ser otimizada. Por isso, muitas empresas j\u00e1 compreendem bem a import\u00e2ncia da pesquisa em UX para seu crescimento, mas ainda existem alguns pontos que merecem uma maior aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<h2>Pesquisa em UX n\u00e3o \u00e9 sobre voc\u00ea ou os \u201cseus\u201d<\/h2>\n<p>Cair na tenta\u00e7\u00e3o de achar que sabemos o que as outras pessoas sentem e desejam n\u00e3o \u00e9 nada dif\u00edcil. Mas precisamos refor\u00e7ar: voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o usu\u00e1rio; seus colegas tamb\u00e9m n\u00e3o. Voc\u00ea tem suas experi\u00eancias, vieses, preconceitos e equ\u00edvocos e a solu\u00e7\u00e3o criada a partir disso n\u00e3o reflete o problema, necessidades e oportunidades reais das pessoas. O artigo\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.nngroup.com\/articles\/false-consensus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">You are not the user: The False Consensus Effect<\/a><\/em>, da Nielsen Norman Group fala mais sobre isso.<\/p>\n<h2>Pesquisa em UX n\u00e3o \u00e9 demorada e nem cara<\/h2>\n<p>Existem v\u00e1rias formas de adequar uma pesquisa ao or\u00e7amento, tempo ou recursos dispon\u00edveis. N\u00e3o fazer nenhuma pesquisa certamente ir\u00e1 custar muito mais.<\/p>\n<p>Esse mito est\u00e1 associado a um outro: aquele que diz que a pesquisa em UX \u00e9 puramente qualitativa. N\u00e3o \u00e9 assim. As abordagens qualitativa e quantitativa respondem a quest\u00f5es diferentes em uma investiga\u00e7\u00e3o e podem (devem) ser utilizadas de forma complementar. Tudo vai depender dos objetivos e recursos dispon\u00edveis.<\/p>\n<h2>Pesquisa em UX n\u00e3o serve apenas para o come\u00e7o de um projeto<\/h2>\n<p>De forma geral, existem dois tipos de pesquisas em UX: a geradora, que tem como objetivo o entendimento das pessoas usu\u00e1rias para identifica\u00e7\u00e3o das necessidades, dores e oportunidades para uma solu\u00e7\u00e3o; e a avaliativa, que objetiva avaliar um problema espec\u00edfico como a usabilidade de forma a fundament\u00e1-los nos desejos, necessidades e dores das pessoas. Abordagens generativas geralmente s\u00e3o feitas em etapas iniciais de entendimento, descoberta de problemas, etc. J\u00e1 as abordagens do tipo avaliativas s\u00e3o geralmente adotadas em fases em que j\u00e1 se tem um prot\u00f3tipo, MVP ou algum material que permita essa avalia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o, portanto, abordagens complementares, com objetivos e momentos diferentes de realiza\u00e7\u00e3o. As empresas que criam grandes experi\u00eancias costumam fazer uso de ambos os tipos.<\/p>\n<h2>Teste de Usabilidade \u00e9 apenas uma abordagem de pesquisa em UX<\/h2>\n<p>O problema de usar apenas esse tipo de pesquisa \u00e9 que voc\u00ea se concentra no feedback sobre a ferramenta, mas acaba deixando de lado informa\u00e7\u00f5es importantes sobre o contexto de forma mais ampla. Por exemplo, a pessoa pode conseguir concluir uma tarefa com sucesso, mas aquela tarefa pode estar distante de resolver as necessidades dela ou de permitir uma utilidade percebida e voc\u00ea nunca saber\u00e1 se ficar restrito a testes de usabilidade. Algum dado \u00e9 melhor algum dado do que nenhum. Por\u00e9m, desde que se tenha os dados certos.<\/p>\n<h2>Aplicar um question\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 fazer pesquisa em UX<\/h2>\n<p>Da mesma forma que o teste de usabilidade, um question\u00e1rio \u00e9 apenas uma das abordagens de Pesquisa em UX e pode sim ser utilizado e trazer resultados relevantes para o desenvolvimento de uma solu\u00e7\u00e3o a depender dos objetivos e formas de sua aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas se a empresa realmente quer levar a s\u00e9rio o foco em experi\u00eancia e criar produtos ou servi\u00e7os que de fato atendem \u00e0s dores e prazeres das pessoas, investir em pesquisa de UX \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>O CESAR vem formando cada vez mais uma cultura orientada a Design (Design Driven) e a Dados (Data Driven). Somos hoje cerca de 100 designers e diversos dos nossos projetos v\u00eam utilizando essas abordagens e gerando grandes resultados para os clientes.<\/p>\n<p>Recentemente, preparamos um material bem legal sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/materiais.cesar.org.br\/design-descoberta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Design para Descoberta<\/a>\u00a0de produtos, servi\u00e7os, processos e neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Alguns dos cases que trabalhamos aqui e utilizaram desses princ\u00edpios s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Coferly \u2013 Design de Servi\u00e7o para maximizar descobertas<\/strong><\/li>\n<li><strong>Neoenergia \u2013 Design e Inova\u00e7\u00e3o para melhoria operacional<\/strong><\/li>\n<li><strong>Isa Ceteep \u2013 Design na transforma\u00e7\u00e3o digital do sistema el\u00e9trico brasileiro<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>E voc\u00ea? Tem usado o design de forma estrat\u00e9gica na sua organiza\u00e7\u00e3o, seja para coleta de dados para tomadas de decis\u00e3o, para explorar e validar ideias de novos produtos ou para melhoria das solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 possui?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"featured_media":6960,"template":"","categories":[1],"tags":[411,102],"formato_insights":[],"class_list":["post-2367","insight","type-insight","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-design","tag-pd","tag-ux"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight\/2367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/insight"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2367"},{"taxonomy":"formato_insights","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/formato_insights?post=2367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}