{"id":2258,"date":"2017-04-13T18:00:22","date_gmt":"2017-04-13T18:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/informacao-e-a-alma-do-negocio\/"},"modified":"2026-03-24T18:07:38","modified_gmt":"2026-03-24T21:07:38","slug":"informacao-e-a-alma-do-negocio","status":"publish","type":"insight","link":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/insight\/informacao-e-a-alma-do-negocio\/","title":{"rendered":"Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a alma do neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-article\">\n<p id=\"076a\"><em>por\u00a0<strong>Luiz Borba<\/strong><\/em><\/p>\n<blockquote id=\"ab7e\">\n<p><cite><strong>Nosso relacionamento com os computadores vem se estreitando com o passar dos anos. Ficamos mais dependentes destes dispositivos a cada segundo e decorrente do seu uso, passamos a produzir uma quantidade consider\u00e1vel de informa\u00e7\u00f5es, que podem ser processadas e transformadas em oportunidades. Nesta nova era da informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso preparar seu neg\u00f3cio.<\/strong><\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<p id=\"bc90\">Em 1951, O LEO I (Lyons Eletronic Office I) fez sua estreia como o primeiro computador usado para fins comerciais. Deste ano ao in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, esses gigantescos computadores funcionaram bem longe dos olhos do grande p\u00fablico, em por\u00f5es glaciais.<\/p>\n<p id=\"a5b9\">A popula\u00e7\u00e3o em geral n\u00e3o tinha contato direto com os computadores. O contato mais pr\u00f3ximo com essas m\u00e1quinas que a maior parte das pessoas tinha era preencher \u00e0 m\u00e3o um formul\u00e1rio para que um digitador (profiss\u00e3o que hoje pode parecer inacredit\u00e1vel, mas existia na \u00e9poca), digitasse esses dados em um terminal para que alimentassem os velhos mainframes.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o volume de dados era muito baixo e o seu processamento realizado em lotes, ou seja, depois de serem inseridos nos computadores, os dados eram processados em bloco e horas depois o resultado era impresso. Essa realidade foi comum at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, quando uma grande inova\u00e7\u00e3o revolucionou o cen\u00e1rio de uso dos computadores nas empresas: a cria\u00e7\u00e3o do microcomputador.<\/p>\n<p id=\"6399\">Com a apari\u00e7\u00e3o dos microcomputadores, houve uma consider\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o e tamanho destes dispositivos e os computadores come\u00e7aram a aparecer em cima dos balc\u00f5es dos estabelecimentos. O que fez com que mesmo ainda n\u00e3o usando os computadores diretamente, os consumidores passassem a interagir de forma direta com as pessoas que os usavam. Assim, em vez de preencher manualmente os velhos formul\u00e1rios, o consumidor ditava seus dados para que um funcion\u00e1rio os digitasse na hora.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es do computador aumentaram, o volume de dados aumentou e a exig\u00eancia por respostas r\u00e1pidas tamb\u00e9m. O processamento em lote n\u00e3o era mais suficiente para atender \u00e0s novas demandas e, a partir da\u00ed, o padr\u00e3o de processamento passou a ser do tipo request\/response, ou seja, um conjunto de dados era digitado e o computador entregava os resultados segundos depois na pr\u00f3pria tela. Este tipo de processamento inicialmente era poss\u00edvel apenas para um subconjunto das aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a compra em uma loja com emiss\u00e3o de nota fiscal. Mas, para outros conjuntos de aplica\u00e7\u00f5es, como o c\u00e1lculo de folhas de pagamento por exemplo, o processamento em lote continuava sendo padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em meados dos anos 90, uma outra revolu\u00e7\u00e3o deu sentido aos microcomputadores para uso pessoal: surgia a Internet. Com a internet, o uso do microcomputador passou a ser uma necessidade e as pessoas passaram a consumir e produzir informa\u00e7\u00e3o de forma conectada. O E-commerce tornou-se extremamente popular e outros setores seguiram a mesma tend\u00eancia, oferecendo seus produtos de forma self-service na internet. Em meados dos anos 2000, veio a revolu\u00e7\u00e3o da computa\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, com os smartphones.<\/p>\n<p id=\"0d38\">Os smartphones consolidaram essa nova era. Agora, a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 conectada e os consumidores tornaram-se\u00a0<em>Prosumers,\u00a0<\/em>ou seja, consomem e produzem informa\u00e7\u00e3o simultaneamente, 24 horas por dia. As grandes empresas da internet hoje t\u00eam bilh\u00f5es de usu\u00e1rios e o volume de informa\u00e7\u00e3o a ser processado tornou-se absurdo.<\/p>\n<p>Nem o padr\u00e3o de request\/response ou tampouco o de lote conseguem oferecer resultados em tempo h\u00e1bil para todos os usu\u00e1rios. \u00c9 necess\u00e1ria uma forma de processamento de dados em que eles sejam processados \u00e0 medida em que s\u00e3o produzidos e se qualifiquem como capazes de oferecer respostas (mesmo que parciais) imediatamente. Este \u00e9 paradigma do processamento em\u00a0<em>stream<\/em>\u00a0e \u00e9 a partir deste ponto que surge a express\u00e3o Big Data.<\/p>\n<p id=\"4f86\">H\u00e1 muito tempo os dados v\u00eam sendo processados utilizando ferramentas que foram criadas na d\u00e9cada de 70 para atender um outro tipo de demanda, como vimos anteriormente. Essas ferramentas foram adaptadas e evolu\u00eddas para o cen\u00e1rio da microcomputa\u00e7\u00e3o, mas hoje existem limites que n\u00e3o poder\u00e3o ser superados sem uma reformula\u00e7\u00e3o completa destes meios.<\/p>\n<p id=\"29a7\">O Big Data n\u00e3o tem a ver apenas com um volume maior de dados, mas com a transforma\u00e7\u00e3o desses dados em informa\u00e7\u00f5es e oportunidades para os neg\u00f3cios. Corpora\u00e7\u00f5es como o Google, o Facebook e o Netflix perceberam isso e s\u00e3o pioneiros no uso de novas t\u00e9cnicas de processamento e na cria\u00e7\u00e3o de novas ferramentas. Estas empresas est\u00e3o mais preparadas e com isso descobrem novas fontes de dados, extraindo insights valiosos para a capta\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de clientes.<\/p>\n<p>Companhias como a Amazon, por exemplo, s\u00e3o capazes de processar um alt\u00edssimo volume de informa\u00e7\u00f5es, de v\u00e1rias fontes diferentes, para identificar desejos e tend\u00eancias, que s\u00e3o convertidos em vendas. Empresas que ainda usam velhos bancos de dados e antigas ferramentas de BI provavelmente n\u00e3o estar\u00e3o preparadas para esta nova era.<\/p>\n<p id=\"301b\">Por\u00e9m, as fontes de dados n\u00e3o se limitar\u00e3o aos computadores, tablets e smartphones; a nova revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem nome e chama-se \u201cInternet of Things\u201d, a Internet das coisas. Neste novo cen\u00e1rio, praticamente todos os objetos que possam ser conectados atrav\u00e9s de uma conex\u00e3o com a internet, ser\u00e3o. Os atuais bilh\u00f5es se transformar\u00e3o em trilh\u00f5es de dispositivos conectados, gerando um volume cada vez maior de informa\u00e7\u00e3o. Mas a Internet Of Things tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima fronteira das fontes de dados\u2026 Esteja preparado, pois informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a alma do neg\u00f3cio.<\/p>\n<div class=\"portlet-msg-info\" id=\"6149\"><strong><em>Luiz Borba<\/em><\/strong>\u00a0<em>\u00e9 Bacharel em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela UFPE e trabalha desde 1991 com desenvolvimento de softwares\u00a0. No CESAR, atuou em projetos inovadores para grandes clientes e foi consultor em diversos projetos de consultoria estrat\u00e9gica em TI. Atualmente, \u00e9 engenheiro de software na Nubank, em S\u00e3o Paulo.<\/em><\/div>\n","protected":false},"featured_media":2259,"template":"","categories":[3],"tags":[163,100],"formato_insights":[],"class_list":["post-2258","insight","type-insight","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-inovacao","tag-transformacao-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight\/2258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/insight"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/insight"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2258"},{"taxonomy":"formato_insights","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cesar.org.br\/painel\/wp-json\/wp\/v2\/formato_insights?post=2258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}