A revolução de aprender constantemente

A revolução de aprender constantemente


Por: Carla Alexandre | Coordenadora de projetos educacionais na CESAR School

Certa vez, um amigo me disse que sempre contava os anos que faltavam para terminar os estudos. Aquilo me intrigou de uma forma que nunca esqueci. Hoje, conseguiria dizer para ele que, independente da educação formal, ele nunca deveria querer parar de aprender. 

A educação continuada (ou o lifelong learning) é primordial para nos mantermos relevantes num mundo repleto de mudanças, especialmente em relação à construção de carreira; já observou a quantidade de “novos trabalhos” que surgem? Pois é, pensar num aprender constante, em carreira e em novos trabalhos já é o início do movimento. 

Precisamos entender que o mundo é um grande ecossistema dinâmico e por isso a importância de estarmos sempre aprendendo – e essa é uma das formas de nos prepararmos para o futuro.  A falta de uma aprendizagem contínua pode levar à escassez de mão de obra ou mesmo a um apagão – que é algo que já vivemos hoje na área de TI. 

Os novos trabalhos surgem, mas tem uma pedrinha na engrenagem da educação que não consegue acompanhar a força do movimento. Nessa engrenagem, mais que planejar o futuro, precisamos agir para que o futuro que queremos aconteça. E você pode estar se perguntando: o que tem a ver futuro, carreira e educação? O que isso tem a ver com ensino? Calma, que eu te explico, e é o tempo de você tomar um café!

A educação do presente pensando no futuro

Quando envolvemos educadores, gestores escolares, estudantes, profissionais e pais em planejamento de cenários futuros, por exemplo, consideramos o início de toda uma cadeia (lembra que somos um grande ecossistema?) e as necessidades de aprendizagem vão sendo atualizadas junto com currículos, metodologias etc. 

A educação move e alimenta todo o resto, da mesma forma que sua ausência pode estagnar também – Já se perguntou onde estamos na fila do pão? A cenarização de futuro auxilia de todas as maneiras possíveis – quando se trabalha no presente pensando no futuro, construímos possibilidades a respeito de futuros plausíveis, possíveis e consistentes e podemos começar a agir no presente para alcançar um futuro desejável ou mesmo para evitar um futuro não tão desejável, mas provável. 

Se pegarmos as macrotendências mundiais de 2030, numa pesquisa feita pela Fiesp/Ciesp, podemos ver, por exemplo, áreas do agronegócio que precisam ser desenvolvidas, como a automação e a robótica para digitalização do campo. Essas áreas do conhecimento já disparam as habilidades que precisamos desenvolver no hoje,  no agora. Precisamos desenvolver habilidades mais básicas ainda na escola, isso também passa por mudança cultural e consciência coletiva também. Temos demorado a enxergar que só haverá futuro se formos coletivos no presente.

Precisamos sair da zona de conforto e ter consciência que precisamos desaprender para reaprender. Precisamos pensar mais no desenvolvimento de competências e habilidades, porque quando mudamos essa chave conseguimos pensar num horizonte mais amplo que dá conta um tantinho melhor dos fenômenos que estamos vivenciando. Quer um exemplo bem simples? Quando a pandemia começou, ficou muito evidente a dificuldade docente com o contexto de ensino remoto – guardada as circunstâncias emergenciais – e pudemos perceber que não há o devido desenvolvimento das competências docentes para o contexto cultural atual e da indústria 4.0. 

Habilidades para o mercado e a educação corporativa 

O ambiente digital e seus mecanismos impactam, já há algum tempo, tanto as habilidades desejadas pelas empresas quanto às formas de trabalho. E o que mudamos na educação? Lembra daquela pedrinha na engrenagem? É isso – fora da formação não há salvação. 

Outra faceta da educação é a educação corporativa – isso também é educação continuada. Todas as previsões de futuro no mercado de trabalho apontam para a necessidade de um maior desenvolvimento de soft skills. Além disso, já exigem posturas de adaptabilidade, atitude empreendedora, criatividade, inteligência emocional, pensamento abdutivo

A educação corporativa precisa conseguir desenvolver e formar pessoas a partir de um sistema pautado pelas competências estratégicas da empresa, que se desdobra nas competências para os indivíduos. Educação corporativa é formação e desenvolvimento – não apenas treinamento (que às vezes reduz um pouco seu alcance e foca mais numa técnica e num conteúdo). 

E de uma coisa eu tenho certeza, pensar e cenarizar o futuro transformam a nossa compreensão sobre as coisas. Transformam nosso olhar sobre a educação também. Precisamos usar isso para transformar nosso sistema educacional. Para não dizer que não falei de flores, é a inovação que alinha tudo isso. Estamos vivendo uma ruptura. E as rupturas são nascedouros de inovação. Que demoram um pouco a serem sustentáveis, é verdade, mas é o começo de tudo, precisamos olhar e compreender esse fenômeno, não dá para querer um futuro diferente fazendo as mesmas coisas do mesmo jeito. Não conhecemos o futuro, mas podemos e devemos planejá-lo, prepará-lo e influenciá-lo.

Carla Alexandre é doutoranda em educação tecnológica, licenciada em letras e trabalha há 14 anos em inovação e tecnologia.

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