Janelas abertas para a inovação

Janelas abertas para a inovação

Encontro promovido pela MIT Sloan Review Brasil, com participação da COO do CESAR, Karla Godoy, discute as transformações digitais, da criação de cultura à prática da implantação

Qual maior conselho você daria a uma organização interessada na transformação? “Investe no teu time e deixa ele seguir. As empresas precisam deixar as pessoas virarem protagonistas”, afirmou Karla Godoy. Foi a fala final da COO do CESAR no evento virtual promovido nesta terça-feira pela MIT Sloan Review Brasil. Até o encerramento, sucedeu-se uma hora e meia de um rico debate sobre inovação, estratégias, criatividade e cultura organizacional com profissionais de linha de frente no assunto, líderes de significativas mudanças em seus setores de atuação. Participaram ainda Thiago Affonso Borsari (Banco do Brasil),Tiago Lessa (Globo), Diego Barreto (iFood Brasil) e Sofia Esteves (Cia de Talentos), com mediação de Adriana Salles Gomes, diretora-editorial da revista referência mundial em transformação digital de empresas e de gestão.

Olhos atentos às pequenas janelas no YouTube e muitas perguntas feitas pelo público participante da Jornada de transformação: Da criação de cultura à prática da implantação. Afinal, o tema está cada vez mais em evidência. “Muitas empresas já estavam em jornada de transição, mas encaravam como agendas menos estratégicas. Agora, a pandemia acelerou o processo, e a chave virou. A transformação tem se acelerado em vários eixos, sejam de dados, de cultura e pessoa, de concorrência, de gestão de negócios”, disse Karla Godoy. “O contexto fez com que a gente avançasse em colocar a inovação no eixo central das empresas.”

Dois desafios foram apontados pela COO do CESAR no caminho da transformação. “Uma grande preocupação é o déficit de profissionais qualificados para ‘drivar’ inovação e os processos de transformação. Além da escassez de mão de obra, há também muita concorrência, e a nível global”, citou, usando como exemplo o cientista de dados, bastante disputado no mercado. “O outro problema é na ambidestria, o olhar para o futuro, mas sem tirar o olho para o que paga as contas e os boletos. Muitas vezes, a eficiência operacional do presente dita o ritmo. Forças que muitas vezes minam experimentos de inovação, porque a empresa está priorizando o curto prazo”, completou.

Diego Barreto, vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood Brasil, manteve a linha de pensamento. “Não posso manter a arrogância do Brasil antigo, da lógica ‘quer trabalhar na minha empresa, essas são minhas condições’. A forma de competir hoje é ajustar a companhia a partir da lógica dos talentos.”

Ao mencionar como modelos as empresas dos outros profissionais participantes da Jornada, Karla Godoy também ressaltou a estratégia do CESAR para tratar dados em sua essência, em um ambiente de metodologia ágil. “Temos o foco na capacitação para envolver todos os profissionais no ambiente e na cultura da inovação”, concluiu.

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