Pandemia expõe dificuldade de acesso à tecnologia no Brasil

Pandemia expõe dificuldade de acesso à tecnologia no Brasil

A tecnologia avança veloz e a cada dia mais ferramentas, aplicativos e funcionalidades estão à disposição. No entanto, em um país como o Brasil, como fica o acesso a esse progresso tecnológico? As transações bancárias, por exemplo, são um termômetro. Embora o Banco Mundial apontasse, ainda em 2017, que 70% da população adulta brasileira era bancarizada, um momento delicado com a pandemia mostrou que as dificuldades são muitas, principalmente para as camadas mais pobres da população.

Segundo levantamento do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), em 2019, o número de usuários de internet no Brasil chegou a 134 milhões (ou 74% da população acima de 10 anos de idade) e alcançava 71% dos domicílios com acesso à rede. No entanto, a mesma pesquisa mostra que dos 47 milhões de brasileiros que não usam a internet, a maioria está nas áreas urbanas e pertence às classes D e E.

“O Banco Central possui uma agenda chamada BC# cujo um dos objetivos é a inovação do nosso sistema financeiro. Um dos aspectos esperados é a entrada de novas instituições financeiras, as chamadas fintech, e que com isso haja uma oferta de produtos e serviços mais acessíveis para a população”, comenta o engenheiro de Software e consultor do CESAR Fabio Passos.

Com o início da pandemia, a dificuldade de parte da população beneficiada pelo auxílio emergencial para acessar o repasse expôs a distância que o país está de uma plena (ou quase) população bancarizada. “A experiência com o Caixa Tem foi prejudicada devido ao cenário emergencial, onde o governo, em um curto espaço de tempo, teve que construir uma solução que atendesse a população. Concordo que este evento apenas expôs o quanto ainda estamos distante de ter uma população bancarizada. Já no meu contexto, onde as pessoas são bancarizadas e têm acesso a internet, não pude notar impactos negativos relevantes”, compara Fabio Passos.

Pix

Fabio Passos explica que um dos objetivos do Pix – criado pelo Banco Central brasileiro – é entregar facilidade. Qualquer pessoa ou empresa pode se beneficiar deste novo meio de pagamento, bastando ter uma conta corrente, poupança ou uma conta de pagamento. 

“Com isso em mente, é esperado uma maior concorrência entre os meios de pagamento, como cartões, boletos e etc. Isso abre oportunidade para que os setores de Tecnologia e Finanças possam criar e ofertar novos serviços e produtos”, explica.

Na opinião de Passos, haverá uma forte adesão da população ao Pix, que permite transferências sem custo, por exemplo, livrando o usuário das taxas de operações como TED e DOC. “Acredito que em pouco tempo o Pix se torne um meio de pagamento mais usado que o próprio dinheiro”, aposta.

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