Processos da Espiral de Inovação

Processos da Espiral de Inovação

Inovar é um processo. Um processo contínuo que envolve fases, ideias, protótipos, testes, erros, até que se chegue ao modelo dominante e ao produto, que na sequência fica aberto a inovações incrementais. Como diz o Chief Design Officer Eduardo Peixoto, esse produto ou serviço “adorável” – o termo que ele gosta de usar para o produto otimizado, consumível, comprável – é o que será apresentado para suprir o desejo do consumidor.

 

Mas inovar não é um processo que surge espontaneamente: sem etapas a cumprir, sem técnica, o resultado não virá. Ciclos de estudos, pesquisas e experimentação são cruciais para que serviços que nascem sem maiores pretensões – em universidades, por exemplo – possam se tornar produtos ou serviços de sucesso. Como o Google.

 

Após o surgimento da ideia, o segundo ciclo de uma experimentação usa estudos e conceitos para construir um novo produto ou serviço. “Esse ciclo de experimento normalmente finda com o que chamamos de modelo dominante. Não são produtos ou serviços finalizados, mas são vendáveis”, diz Eduardo.

 

A fase três é aquela em que o modelo dominante se torna um produto (ou serviço) adorável e de larga escala, a chamada inovação incremental. “É o que torna um celular um smartphone ou, melhor, um computador de bolso que faz chamadas. São os mesmos objetos, mas com mais funcionalidades, com muito mais tecnologia”, continua Peixoto, arrematando: “o que estamos dizendo aqui é que as pessoas impulsionam inovação e inovação impulsiona negócios. E o CESAR está nisso”.

 

School: pesquisa

 

Duas áreas do CESAR, a School e o Labs foram criados e são conduzidos imersos e como propulsores da inovação. “Para experimentos e construção de um modelo dominante, nós temos o Labs, que é a sequência natural da School. De certa forma, o CESAR foi construído e é montado para estar presente em todas as fases da inovação”, disse Peixoto.

 

A CESAR School é uma escola de inovação e tem eixos com projetos educacionais, cursos superiores e profissionais. “Se for para pensar qual o coração da School, eu diria que é a pesquisa: uma jornada que fazemos identifica um problema e vai buscar soluções para ele. Enquanto equipe, entramos com nosso know how para encontrar essas soluções”, diz Walquíria Castelo Branco, Consultora em Educação do CESAR. “A nossa graduação tem como base a pesquisa. Os alunos de Ciência da Computação e de Design passam pelo ciclo de inovação, de identificação de hipóteses, problema, prototipação e implementação”.

 

Walquíria disse ainda que o empreendedorismo é outro viés que a School tem feito bem. Com o PBL (metodologia Problem Based Learning, aplicada na instituição), os alunos aprendem com base em problemas reais, com clientes reais, já a partir do primeiro período. A criatividade, essencial para a inovação, e a tolerância ao erro, entram na bagagem. “Os alunos são motivados a entender problemas e entregar soluções. Melhor, a identificar problemas desconhecidos, desenvolver ferramentas e soluções e chegar a resultados até então desconhecidos. Formamos pessoas com atitudes de liderança, de perseverança, com habilidade de identificar problemas e buscar soluções com pensamento crítico”, enfatiza.

 

Experiência Labs

 

Thiago Veras, do CESAR Labs, menciona um dos projetos executados pelo CESAR, que consiste na criação de um mecanismo de buscas que usa inteligência artificial para aprender com dados próprios a rankear por relevância os resultados de pesquisas, evitando ajustes diários feitos à mão por equipes de TI.

 

Com o advento da pandemia da Covid-19, os perfis de busca de usuários mudaram muito e, em um catálogo com milhares de itens a serem pesquisados, o poder de refinamento precisa ser muito poderoso. A espiral de inovação faz com que, na etapa de imersão, a equipe aprenda sobre o contexto da empresa para começar a planejar como isso pode ser modificado. Na etapa de experimentação, a equipe monta o modelo dominante usando Inteligência Artificial. “Todo esse processo é feito olhando para os dados e se baseando nas métricas de recuperação. O mais interessante disso tudo é que, a a cada algoritmo aplicado, vai se conhecendo mais os dados e isso vai gerando a capacidade da máquina reagir a eventos”, complementa Veras. Lembrando sempre que o input vindo da Academia para incentivar tecnologias inovadoras é essencial ao passo dado em direção à experimentação.

 

Desenvolvimento, o ciclo mais longo

 

Depois de todo esse processo de experimentação, o projeto vai para a área de desenvolvimento, e Moika, Engenheiro de Software, fala sobre esses “retoques finais”, que não são tão simples ou finais quanto soam: são a constante inovação incremental sendo realizada pelo CESAR. Não há um ponto final nesse desenvolvimento, que é realizado por quatro grandes grupos: a Liderança, o Design e Grupos de Desenvolvimento e Testes. Cada um desses grupos tem sua própria busca por novos perfis e expertises dentro do mercado, assim como por tecnologias inovadoras. Por exemplo, a busca por novidades como automação em testes, o uso de Cloud Computing em infraestrutura ou novas evoluções de UX, que gera, por sua vez, grupos de estudo e treinamentos internos e interáreas, independente do cliente ou projeto específico. Moika pontua também o quanto a cultura de contratação de projetos mudou, então a inovação está tanto na entrega quanto na forma de contratação dela, além de no desenvolvimento pós experimentação.

 

Um exemplo interessante, que mostra o quanto a inovação incremental, os tais “retoques”, estão na linha frente da tecnologia de ponta, é um case de um produto que foi desenvolvido e não lançado pela equipe do CESAR e voltou a ser mexido alguns anos depois. A entrega “final” – que como dito antes, nunca é final, pois está em constante evolução – foi então lançada ao mercado e internacionalizada. Ver a diferença que alguns anos fizeram nos métodos de desenvolvimento e no efeito que isso causou na entrega demonstra o quanto cada pequeno passo e cada pequeno papel têm imenso valor na espiral da inovação. Nas palavras de Moika: “É importante manter o olhar no futuro com as lições do presente para manter o processo de inovação tanto internamente quanto externamente.”

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