Desmistificando a inovação: especialistas do CESAR discutem o tema

Desmistificando a inovação: especialistas do CESAR discutem o tema

 

Quando se fala em inovar, comumente se pensa em um produto ou serviço altamente tecnológico, consequentemente inacessível e que exige expertise fora da curva. Para desconstruir este pensamento o CESAR reuniu um grupo de especialistas – Geber Ramalho, Presidente do Conselho, Giselle Rossi, Experience design consultant, Anderson Santos, Gerente de Negócios, e Juliana Queiroga, Product Manager e Business Strategy Designer.

 

 “Desmistificando a inovação e o que isso tem a ver com o CESAR” – realizado como parte da semana de aniversário 2020 do centro de inovação –  mostrou, a partir da experiência da equipe, que inovar é um movimento que envolve muito das relações humanas e que, a partir delas, usa a tecnologia para suprir necessidades.

 

Existem definições acadêmicas para “inovação”, como a do professor austríaco Peter Drucker, que diz que ela “é a mudança de comportamento dos agentes no mercado, como fornecedores e consumidores (de produtos e serviços)”. Indo além, testando, errando e acertando, o CESAR quer liderar o crescimento da capacidade brasileira de inovar. “Se há mudança é porque algo novo está acontecendo e se há agentes do mercado envolvidos é porque a mudança faz sentido, entrega valor às pessoas”, diz o presidente do conselho do CESAR, Geber Ramalho, que resume e simplifica o conceito de Drucker como “novidade com valor”.

 

Ramalho diz que inovação pressupõe uma escuta não apenas empática como altruísta – um pressuposto para executá-la. “Se quiser entregar valor, precisa entender a dor das pessoas. É um processo não linear e experimental que precisa de testes de validação a cada passo. E nós, aqui no CESAR, testamos muito, e testamos cedo para errar cedo. E isso não é complicado. Pode-se errar muito, mas entende-se que os processos não são nada do outro mundo e todos os atores, de todas as etapas do processo, estão fazendo inovação”, completa. 

 

Experience design consultant do CESAR, Giselle Rossi explica que a disciplina de Design leva à inovação porque está imersa no processo de traduzir e cruzar informações de diferentes contextos, prototipar, propor soluções. “O processo em si é desafiador. Precisa-se percorrer vários ciclos, e os testes, como Geber falou, são muito importantes”, comenta. E, para Giselle, empatia e altruísmo são também palavras-chave da inovação: se colocar no lugar do outro e, também, no seu lugar de profissional, analisar o ponto de vista do outro, para dali tirar informações. “O interessante é que, às vezes, a gente trabalha com soluções que aparentemente já existem. Mas quando você aplica a solução ao contexto certo vem a inovação – não na ideia em si, mas na aplicação. E é preciso treinar o olhar para detectar essa inovação incremental, não deixar passar batido. Afinal, é inovação.”

 

Ter empatia pelo cliente é um exercício eficaz para chegar ao resultado porque faz perceber o que ele quer e detectar se o caminho proposto não for o ideal. O gerente de negócios do CESAR Anderson Santos relembra um cliente que queria implantar em sua fábrica uma solução que era inovadora no conceito mas envolvia risco. E, ao analisar a necessidade do cliente foi detectada outra ferramenta mais segura e mais eficaz. “As soluções precisam entregar, além de resultado, qualidade de vida para os colaboradores. E inovação não precisa ser necessariamente algo chamativo.”

 

Cenário inovador

 

Outra questão interessante, levantada pela Product Manager e Business Strategy Designer do CESAR Juliana Queiroga, são os conceitos que caracterizam uma instituição como inovadora, e que ela mesma reitera serem fortes características do CESAR. O primeiro deles, a tolerância a falhas, erros. Em seguida, vocação para a experimentação. Uma vez estabelecidos parâmetros claros e disciplina para realizar experimentação, pode-se inovar com responsabilidade. Terceiro, a segurança psicológica – “o colaborador precisa ter segurança para inovar, ter abertura para fazer e receber críticas”, explica Juliana –  e a experiência colaborativa: não trabalhar sozinho, mas cercado por pessoas de históricos diferentes que podem contribuir com o processo. “Por último, são empresas, em tese, pouco hierárquicas. Não no sentido do organograma, mas de existir a possibilidade de questionar, criticar, sugerir etc,  independentemente do cargo ocupado”, ensina.

 

Não é tão simples ser tudo isso na prática. Precisa-se de disciplina e gestão, são processos, mas processos que estão no DNA do CESAR. Assim como a constante busca por colaboradores inovadores e por cada vez mais espaço para que eles se tornem resolvedores de problemas, sempre transformando o CESAR em um CESAR cada vez mais inovador.

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