Transformação Digital: o tempo agora é de agir.

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Por Aldrêycka Albuquerque

 

Transformação Digital hoje é hype, mas todo mundo sabe que esse fenômeno é antigo. Desde as glamourosas telefonistas que tiravam e colocavam cabos para estabelecer manualmente as conexões telefônicas até os atendentes de estacionamento de shopping centers que distribuíam tickets, recebiam o pagamento e passavam o troco ao lado das cancelas de controle de acesso desses estabelecimentos. Tirando o grande espaço de tempo entre esses dois casos, o que os une é o fato de que nem as telefonistas nem os atendentes de estacionamento existem mais. O fenômeno é antigo, mas com o nível de maturidade das tecnologias habilitadoras que temos hoje, existe uma aceleração muito grande desta transformação em um curto espaço de tempo, e isto tem desestabilizado muitas empresas, que acabam desaparecendo enquanto tentam descobrir que precisam se reinventar.

O digital, grande acelerador dessa transformação sobre a qual falamos hoje, desde muito tempo vem chegando em ondas e, com elas, vêm mudanças de várias magnitudes. Profissões estão sendo substituídas por outras radicalmente novas, canais de comunicação estão desaparecendo ou perdendo relevância enquanto outros surgem e, no meio de tudo isso, estão as pessoas. Pessoas que precisam aprender: Aprender a aprender, aprender a desaprender e, principalmente, aprender que nada mais vai permanecer igual por muito tempo. Não tem linguagem que você aprenda, processo que você domine ou conhecimento que você adquira que vá lhe dar alguma estabilidade ou conforto de saber que aquilo vai permanecer útil. A época de valorizar conhecimento técnico passou, agora o mercado procura por profissionais que tenham a habilidade de aprender rápido e desaprender mais rápido ainda. O objeto de aprendizado muda a cada dia, então se você for excelente na arte de aprender (e rápido), a vaga vai ser sua.

Outro fato importante é que, quando se fala de Transformação Digital, o que não faltam são números. A gente sabe que a expectativa de vida média das empresas em 1964 era de 33 anos, em 2016 diminuiu para 24 anos, e até 2027 a previsão é encolher para apenas 12 (Innosight/Richard N. Foster/Standard & Poor’s, 2017). Também sabemos que a tarefa não é fácil. Das empresas que planejaram se tornar mais orientadas a dados, apenas 37% tiveram sucesso (Big Data Executive Survey, 2017).  Mas a boa notícia, que ainda nos faz seguir tentando, é que empresas digitalmente transformadas apresentam um aumento de 38% de suas receitas e margens de lucro 17% maiores (MIT, 2019). Como dá para ver, os números falam por si só, mas quando tentamos aprofundar a visão para a realidade brasileira, percebemos que eles não têm sotaque brasileiro. Analisar o nível de maturidade digital de empresas daqui com réguas e metodologias estrangeiras nem sempre dá muito certo. Sem contar que, mundialmente falando, não existe muito consenso sobre a abrangência da transformação. Uns olham fortemente para as ferramentas tecnológicas, outros olham mais para os processos, alguns só falam de uso e tratamento de dados, outros poucos falam dos desafios trazidos para as pessoas.  Ou seja, poucos tratam o tema de forma abrangente, como impactando as organizações de maneira ampla, e não apenas dentro do setor de TI. 

Nós do CESAR, centro privado que gera inovação a partir de educação, produtos, serviços e empresas, em parceria com pessoas brilhantes de vários setores da economia e com diversas expertises complementares, decidimos apresentar um olhar diferente sobre a Transformação Digital. A partir de oito perspectivas, nós chamamos a atenção para o fato de que o digital exige uma mudança estrutural nas organizações, e esta responsabilidade não deve estar restrita a uma área ou departamento. Se a organização como um todo  não der as mãos para que todos façam parte da mudança, a transformação não ocorre.

Mas o natural é que, quando se trata de grandes mudanças, a primeira reação seja a paralisação. As empresas travam, paralisam, congelam, não sabem por onde começar, às vezes até questionam se vão ser impactadas de verdade, ou esperam que seus concorrentes se movimentem primeiro para poderem seguir depois. As empresas proativas, por sua vez, já começaram a se mexer, porém muitas vezes de maneira descoordenada, mostrando  dificuldades para alinhar as suas ações de transformação a um objetivo estratégico maior. 

Mas ninguém disse que a Transformação Digital seria fácil, muito menos confortável. Em um ambiente em que cada um afirma ter a solução perfeita para tornar a transformação menos dolorida, é prudente entender que a única regra de ouro é não começá-la sozinho. Trabalhar em rede fazendo inovação aberta e contando com parceiros (grandes e pequenos) é a abordagem mais inteligente para acelerar o processo e reduzir as chances de insucesso. Por mais que seja tentador acreditar que sua empresa estará salva adquirindo um software recém-lançado ou incorporando à sua operação uma sopa de letrinhas altamente tecnológica (IoT, AI, SaaS, ML etc.), o desafio que queremos trazer aqui é o de abrir o olhar. No fim das contas, se tem apenas uma coisa que você deveria sair pensando após a leitura deste texto, é que a Transformação Digital já chegou, ela não espera você se preparar, exige ruptura dos modelos tradicionais, é para todo mundo e, principalmente, precisa de todos remando juntos na mesma direção. 

Sendo assim, chega de blá, blá, blá.

Transformação Digital precisa mesmo é de AÇÃO, e AGORA.

Ficou interessado em saber mais sobre o tema? Temos outros 14 artigos que podem ajudar você a expandir o olhar sobre a Transformação Digital: acesse aqui.

 

Aldrêycka Albuquerque é Business Strategy Designer do CESAR

There is 1 comment
  1. Elisabeth Maria de Morais Wanderley

    Concordo totalmente que Transformação Digital hoje é hype, mas que esse fenômeno é muito antigo.
    Isso sempre esteve presente em minha mente, desde o primeiro ano em que comecei a cursar Ciência da Computação no CIN/UFPE (1988).
    “Aprender a aprender, aprender a desaprender e, principalmente, aprender que nada mais vai permanecer igual por muito tempo.”
    A única diferença para os dias atuais é que a mudança ocorre mais rápido.

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